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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desabafos de um quase-amor

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A dor é grande demais para caber no peito e as lágrimas parecem cócegas, não representam uma ínfima parte do meu sofrimento. A alma dói e ecoa a vazio, e o que resta está dilacerado pela solidão. As palavras não bastam e gastaram-se no tempo, e ficam apenas os ecos do que podia ter sido... mas nunca foi.

E a insuficiência dos quases aperta-me a garganta de tal modo que nem os gritos de dor saem. E está tudo dentro de mim, menos tu. Eras perfeito demais para existir tal como eu te via.

Iluminavas o mundo com a tua parvoíce, e eu aplaudia, com o coração aos pulos e a alma em êxtase. Entranhaste-te na minha pele como uma carraça e arrebataste-me.

Vão haver muitas primaveras, e muitos sorrisos, e muitos raios de sol, e muitas gargalhadas, e muitas lágrimas de felicidade... mas tu não tens nada a ver com isso. Não passas de um quase-amor. O mais apetecível quase-amor.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A gaveta dele

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Como é que medimos a importância das pessoas na nossa vida? Com o passar do tempo, vamos conhecendo muita gente, coleccionando paixões e às vezes até temos dificuldade em distinguir o que foi realmente sério.

Na altura parece sempre tão intenso, mas quando passa, passa tão rapidamente que é como se nunca tivesse existido, e quando nos cruzamos com as pessoas que um dia foram parte da nossa vida, nem nos lembramos por que o foram.

Quando penso no passado, a balança da vida tende a dar mais peso ao que causou mais dor, mas só porque doeu mais, não significa necessariamente que tenha sido o mais importante.

Um destes dias, veio-me à memória a coisa mais séria que já fiz numa relação: cedi-lhe uma gaveta no meu armário. A ideia de ter alguém na minha casa, sufoca-me, mas quando lhe disse "podes deixar aqui as tuas coisas, o que quiseres" senti-me tudo menos sufocada. Anos se passaram, e ainda ninguém ocupou aquela gaveta. Às vezes penso que nunca o devia ter deixado...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Saudade e orgulho

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Em tempos, tive a capacidade de a sentir ao nível do desespero. A saudade tirava-me o ar, apertava-me o peito de forma insuportável e moía cada pedaço de mim. Aquela saudade que me fazia contar os meses e os dias até ao dia em que ele me ia dizer pelo menos "Parabéns", porque era o meu aniversário.

Saudades dele, da voz dele, do cheiro, do toque... saber que ele estava perto, mas longe demais para se preocupar, fazia-me sentir permanentemente numa realidade paralela de ansiedade, desejo, tristeza e nostalgia. Saudade é muito mais do que ter vontade de estar com ele, é sofrer com a ausência.

Fico espantada com a banalidade com que se sente saudades. Acho que devíamos usar melhor a nossa palavra, para não a gastarmos.

Eu raramente sinto saudades, e mais raramente ainda o digo, mas não é por orgulho nem por ser demasiado independente para assumir que preciso de alguém. É apenas porque conheço o verdadeiro significados das SAUDADES.

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