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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desabafos de um quase-amor

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A dor é grande demais para caber no peito e as lágrimas parecem cócegas, não representam uma ínfima parte do meu sofrimento. A alma dói e ecoa a vazio, e o que resta está dilacerado pela solidão. As palavras não bastam e gastaram-se no tempo, e ficam apenas os ecos do que podia ter sido... mas nunca foi.

E a insuficiência dos quases aperta-me a garganta de tal modo que nem os gritos de dor saem. E está tudo dentro de mim, menos tu. Eras perfeito demais para existir tal como eu te via.

Iluminavas o mundo com a tua parvoíce, e eu aplaudia, com o coração aos pulos e a alma em êxtase. Entranhaste-te na minha pele como uma carraça e arrebataste-me.

Vão haver muitas primaveras, e muitos sorrisos, e muitos raios de sol, e muitas gargalhadas, e muitas lágrimas de felicidade... mas tu não tens nada a ver com isso. Não passas de um quase-amor. O mais apetecível quase-amor.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vem-te (e não voltes!)

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Esta é a história do fim daquilo que podia ter sido uma relação, mas nem isso foi.

É impressionante como a nossa mente nos prega partidas. Pessoas que gostam de desafios e não aceitam perder, às vezes caem nestas armadilhas! Desde que me enrolei com ele, achei que me podia apaixonar - o que é raro - mas podia... até podia. Só que são precisos dois para dançar tango, e ele não caiu na ratoeira. Como não sou mulher de aceitar bem derrotas, decidi, de alguma forma, perder o meu tempo a fazê-lo apaixonar-se. Não aconteceu.

Esta é a história de como, depois de nos enrolarmos, decidimos ir às nossas vidas. É a história de como perdê-lo - aquilo que me pareceu um pesadelo no primeiro par de horas - se transformou no maior alívio que senti nos últimos meses!

Esta é a história de como a lógica vence qualquer partida mental que a carência possa pregar. E, no fim de contas, é a lógica que me diz que viver ao lado dele seria um inferno constante, por muitas razões, mas a maior é que ele não queria viver ao meu lado.

E sabem uma coisa? Dizem que se abre uma janela quando fechamos uma porta... eu já abri duas, e qualquer uma das vistas me parece mais alegre do que a que via da porta dele.

Ah, e pelo menos, desta vez dei a F*DA da despedida, e digo-vos, se eu andasse só atrás de um pedaço de carne, teria ficado com ele mais uns tempos! Mas isso é o que ele é. E eu não sou melhor nem pior, sou EU, e vou continuar a ser o que me apetecer, a apetece-me ser valorizada.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desencontros

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Os dias de hoje oferecem mil e uma possibilidades para nos encontrarmos, mas continuamos a desencontrar-nos, talvez ainda mais do que no tempo das nossas avós. Alias, são poucas as pessoas que se encontram, e poucos os encontros que duram mais do que muito pouco.

Falo daqueles desencontros do coração, aqueles de quando duas pessoas de aproximam e apaixonam... ou não. Pois é, duas pessoas que se amam podem desencontrar-se. Um encontro na altura errada, num momento menos propício ao amor, porque já se tem um compromisso ou porque a vida profissional não permite "assentar" ou porque a distância os separa, pode acontecer.

E a paixão não passa de um desencontro de almas que sofrem por viver em constante desencontro. E não faltam desculpas para estes desencontros: "não era o momento certo" ou "não tinha de ser".

Mas por que raios aconteceu senão era o momento certo? Por que é que duas pessoas se encontram e sentem e amam naquele preciso momento? É porque se completam! Como pode não ser o momento certo aquele de encontrarmos quem nos preencha, quem nos faça palpitar de vida? Então qual será o momento certo?

E o que mais me tira do sério é o "não estava destinado a ser, a acontecer, a ficarmos juntos". Mas depende DE QUEM para além dos que se amam? Depende da inércia de quem deve dar o passo e se deixa ficar naquele lugar sem tempo, sem espaço que é o medo.

E arranjam desculpas para não avançar, não se entregar! Pois é, eu também tenho medo e também fico suspensa nesse lugar, e os meus desencontros são provocados por mim, com medo de arriscar ser feliz.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fool me once…

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"Tantas vezes separados, os nossos sonhos. O acordar é impiedoso e a memória trai-nos demasiadas vezes para que possamos confiar nela. Os bilhetes imaginários foram-se acumulando na estante ao ponto desta começar a vergar por não suportar o peso das mensagens. Palavras tão pequenas, escritas à letra miúda de quem tem medo. Sublinhadas duplamente, contudo. A mensagem estava toda lá, entre essas linhas que contemplavam as palavras de baixo e que se sentiam felizes assim.

Um dia deixaste a janela entreaberta, para que o cheiro aborrecido das paredes, que apenas tu sentias, se escapasse pela ranhura que puseste no lugar do sorriso. Não adiantou. Aquele cheiro atormentava-te desde o momento em que entravas no pequeno cubículo a que chamávamos de casa.

Meia volta.

E nunca mais te vi.

Esperei-te sem nunca te procurar. Deitei fora os bilhetes nunca lidos, acumulados na estante.

Guardei só os sublinhados."


Este texto foi-me enviado por um ex namorado. Porque, como eu já disse, o meu ex é perfeito.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

"Temos de falar"

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Tenho aversão a esta frase. Quando me dizem que "temos de falar", vem-me imediatamente à memória tudo o que posso ter feito de errado, e mesmo que não tenha feito nada, o medo assombra-me. Foi esta tão temida expressão que me fez perceber como sou orgulhosa.

Um dia, o H ligou-me disse-me a maldita frase. Combinamos jantar nessa noite para ter a conversa. O meu 6º sentido feminino (in)falível dizia-me que ele ia termina a relação, por isso passei as duas horas anteriores ao jantar a planear o meu discurso. O meu orgulho disse-me para eu acabar com ele antes, obviamente!

Fomos jantar a uma das minhas vilas preferidas. A viagem de minha casa lá foi cerca de meia hora, que eu aproveitei para contar piadas. Eu sabia que ele só ia acabar comigo o fim do jantar, por isso contive a vontade que tinha de lhe dizer que já não gostava dele.

No fim do jantar, num passeio à beira rio, disse-lhe que os meus sentimentos estavam diferentes e que não gostava dele como antes. Para minha surpresa, o que ele tinha para me dizer era precisamente o contrário, que estava completamente apaixonado e mais feliz do que nunca. Felizmente o H conhecia-me bem, percebeu o que se estava a passar e ainda rimos muito sobre isso (e fizemos muitas outras coisas, bem quentes e apaixonantes...).

Quando me deparo com situações imprevisíveis ou minimamente desagradáveis, o meu instinto é sair de cena de cabeça levantada. Tenho tanto medo de ficar por baixo perante as pessoas que gosto como de as perder... e isso fez com que tenham ficado demasiadas coisas por dizer...

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