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sábado, 17 de novembro de 2012

De menos ou de mais?

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Quantas vezes achamos que alguma coisa não nos serve porque "não é o que tínhamos em mente", não aconteceu como nós achamos que "devia" ter acontecido, está fora dos nossos planos...?

O ser humano tem medo de tudo aquilo que desconhece, de tudo o que o ultrapassa. Grande parte das pessoas rejeita o que está fora dos padrões da normalidade, porque parece perigoso e arriscado. Mesmo os mais corajosos, adeptos de grandes aventuras e de correr riscos, acabam por ser mais reservados numa ou outra área da vida.

Será que todas as vezes que consideramos que alguma coisa não nos bastava, é porque era insuficiente para  nós, ou será que rejeitamos porque era grande demais? Será que isto acontece com o amor? Será que não conseguimos amar quando a paixão é intensa demais e nos cega ao ponto de nos fazer pensar que não há mais nada além da paixão? Será que se pode desejar de forma tão avassaladora, que todos os outros sentimentos acabem por ficar à sombra desse desejo? Será que, numa situação destas, há desejo de mais ou amor de menos? Será que há quantidades certas para se sentir?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Saudade e orgulho

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Em tempos, tive a capacidade de a sentir ao nível do desespero. A saudade tirava-me o ar, apertava-me o peito de forma insuportável e moía cada pedaço de mim. Aquela saudade que me fazia contar os meses e os dias até ao dia em que ele me ia dizer pelo menos "Parabéns", porque era o meu aniversário.

Saudades dele, da voz dele, do cheiro, do toque... saber que ele estava perto, mas longe demais para se preocupar, fazia-me sentir permanentemente numa realidade paralela de ansiedade, desejo, tristeza e nostalgia. Saudade é muito mais do que ter vontade de estar com ele, é sofrer com a ausência.

Fico espantada com a banalidade com que se sente saudades. Acho que devíamos usar melhor a nossa palavra, para não a gastarmos.

Eu raramente sinto saudades, e mais raramente ainda o digo, mas não é por orgulho nem por ser demasiado independente para assumir que preciso de alguém. É apenas porque conheço o verdadeiro significados das SAUDADES.

sábado, 28 de abril de 2012

Dirty mind & pure heart

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Um dia, um actor disse-me que eu travo uma luta constante entre o meu lado safado e o meu lado puro. Discutir múltiplas personalidades com um actor é irrelevante e inconclusivo, mas depois de uma profunda introspecção, ao sabor do Martini, aquilo faz sentido.

Durante muito tempo escondi o meu lado selvagem, não sei se por receio de ser julgada ou se por receio de que este vencesse o lado puro. Isto sempre me fez ter incertezas sobre quem sou ou o que quero. Agora, assumidos os dois lados, deparo-me frequentemente com questões como "como é que consegues manter o coração puro com uma mente tão porca?".

Desenganem-se os que pensam que tenho várias personalidades. Pelo contrário, nunca me senti tão inteira. A única diferença entre mim e a maior parte das pessoas que conheço, é que eu quando sinto, sinto com tudo e de todas as formas. Lidar com pessoas de alta-sensibilidade para lados opostos não é fácil, mas é provavelmente a experiência mais intensa que se pode experimentar com o ser humano. A vida é efémera e o tempo é muito pouco para ter de decidir se quero amar ou f*der até à exaustão. Não devia ser preciso escolher.

E não esperem que o AMOR me torne uma santa, nem que o SEXO me torne insensível. Eu não sou uma coisa ou a outra, eu sou as duas, e sou ainda muito mais. Não esperem que eu tenha um namorado que me coma religiosamente ao sábado à noite, ou  que tenha sexo com todos os homens atraentes simplesmente por ser solteira. Não esperem nada de mim, porque eu sou apenas o que me apetece, e apetece-me ser tudo.

(E hei-de cruzar-me com alguém que saiba receber tudo, sem reservas e sem limitações, porque a vida só vale a pena se for vivida na pu*a da loucura.)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que farias no carro?

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Sou curiosa. Sem curiosidade não se pergunta, e sem perguntar não se aprende. Tenho muitas amigas, e entre amigas falamos de tudo (sem expor nomes, obviamente).

Ontem falamos de sexo no carro. Estou longe de ser uma expert, nem costumava ser grande fã do conceito, mas entre conversas de mulheres relembrei uma faceta minha adormecida há alguns anos.

Quando eu namorava com o I, ele tinha um cabrio. Confesso que o carro era responsável por uma parte das minhas fantasias, mas facto é que viajávamos muito, e quase sempre que estávamos na auto-estrada... eu gostava de fazer coisas em movimento (a ele e a mim). No segundo mês com ele já tinha perdido a conta aos orgasmos que tivemos em movimento (literalmente!). Foram bons tempos aqueles... E devo dizer que sempre respeitamos os limites de velocidade!

Mais excêntrico do que as minhas viagens com o I só relembro uma viagem de autocarro que fiz com o U. No inverno, cobrimos-nos com um casaco e nem as restantes 30 pessoas do autocarro me impediram de fazer o que me apetecia. Se há coisa que devem saber sobre mim, é que eu faço sempre o que me apetece.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

'V...Ver...Verdadeiros, claro'

Um destes dias, estava eu, como habitualmente, numa introspecção profunda, meditando sobre os assuntos importantes do mundo (por exemplo: implantes mamários: egoísmo ou altruísmo? – acho que seria um debate construtivo e bastante bem frequentado), quando, do nada, surge um pequeno grupo de quatro jovens amigos que discutiam um tópico interessantíssimo: Cougars! Sentam-se a algumas mesas de distância da minha e continuam a discussão. A berros tantos, decidem pedir opinião a alguém fora do grupo.
Observam a sala na busca de um guru sexual e, previsivelmente, dirigem-se a mim.
A questão é disparada por uma jovem adulta visivelmente enciumada devido ao facto dos dois marmanjos do grupo apreciarem copular com mulheres mais velhas: ‘Olhe, desculpe incomoda-lo, o que pensa em relação a fazer amor com mulheres mais velhas?’, perguntou ela, ao mesmo tempo que se lhe ruboresciam as maçãs do rosto.
Levantei o olhar lentamente e disse: ‘Verdadeiros ou falsos? Você possui uns seios lindíssimos’, pois, ela apresentava uma caixa torácica bastante bem desenvolvida e proeminente, e eu estava, ainda, com aquelas inquirições mamárias no espírito.
Ela, desprevenida, não conseguiu disfarçar a excitação e respondeu timidamente: ‘V..ver…verdadeiros, claro’. Os tipos que estavam com ela riam-se como atrasados mentais e a outra amiga observava-nos boquiaberta.
‘Folgo em saber’, respondi. ‘Quanto à sua questão…’
‘Qual questão?’, pergunta ela, desorientada e ofegante.
Pois é, pusemos o assunto das Cougars de lado e fomos acordar os meus vizinhos e vizinhas, que são mais velhas, mas não são Cougars, infelizmente.
Mais adiante, retornarei, com certeza, a esses belos exemplares de mulheres autónomas e cheias de perseverança, força de vontade e apetite sexual insaciável. Entretanto, vou perscrutar, pela quinta vez, a alma desta jovem que repousa, extasiada, no meu leito.
Verdade seja dita, pouco ou nada fica a dever às Cougars, esta mulher!
  

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Futilidades

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Depois de ler o post do meu amigo Piii e perceber a futilidade que lhe vai na alma, só me ocorre apresentar-lhe as conclusões de um estudo sobre o sexo, e garantir-lhe uma vida (ainda mais) saudável.
Parece que:
- de pé fortalece a coluna
- de cabeça para baixo estimula a circulação do sangue
- de barriga para cima é mais prazeroso
- sozinho é estimulante mas egoísta
- em grupo pode ser divertido
- entre duas pessoas enriquece o conhecimento
- no banho pode ser arriscado
- no automóvel é muito perigoso
- com frequência desenvolve a imaginação
- de joelhos o resultado pode ser doloroso.

O conselho está dado e as consequências apresentadas. Aproveito ainda para referir que sexo é uma excelente forma de dar utilidade a pessoas sem préstimo nenhum (parece que para isso, toda a gente serve)! F*dei-vos uns aos outros, que a vida f*de-nos a todos!

metaphysics

Há dias em que me aborreço com esta coisa toda de engatar miúdas, dos one nigth stands e dos joguinhos; e dou por mim a pensar que levo uma vida um pouco fútil… depois, vejo um bom decote e esse sentimento desaparece logo…
Era neste estado que me encontrava aqui há dias e, por isso, decidi ir até a um bar humedecer um pouco a alma. Lá estava eu, sossegado da vida, concentrado nas angústias existenciais inerentes ao charme que me acompanha (isto às vezes não é fácil, acreditem), atentando sobre as questões metafísicas da vida e dos costumes, e, quando levanto o olhar, vejo aquele pequeno trecho de um par de seios que se adivinhavam duma magnificência transcendente. Eu sempre fui muito bom no que toca a enigmas! Ou seja, não me enganei!
Levantei-me e fui, ascético, ao encontro das respostas às minhas inquietações.
Olhei-as directamente na alma e disse: Aqui estou. Creio que andavam à minha procura.
Elas mantiveram-se silenciosas, respondendo apenas com um balançar sensualíssimo e vertical, como que dizendo: Finalmente, chegaste, Pii.
Decidi chamar à Gatekeeper, que trazia consigo a essência do mundo, Sophia (pois eu sabia que o meu conhecimento carnal seria elevado a um nível superior, a princípio, e, depois, desceria ao centro daquele corpo que ignorava ainda o prazer último de ser glorificado até à transcendência).
Conversamos um pouco, mas o momento era demasiado intenso para palavras e decidimos, portanto, numa troca de olhares cúmplice do desejo e da luxúria, rasgar a noite com gemidos de uma eloquência tal que acordamos todos os vizinhos, desde o rés-do-chão até ao 13° andar.
Finalmente, o universo veio dizer-me que a elevação espiritual tem um preço: 90 euros de multa por incomodar os vizinhos! F**k! .|.

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