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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desabafos de um quase-amor

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A dor é grande demais para caber no peito e as lágrimas parecem cócegas, não representam uma ínfima parte do meu sofrimento. A alma dói e ecoa a vazio, e o que resta está dilacerado pela solidão. As palavras não bastam e gastaram-se no tempo, e ficam apenas os ecos do que podia ter sido... mas nunca foi.

E a insuficiência dos quases aperta-me a garganta de tal modo que nem os gritos de dor saem. E está tudo dentro de mim, menos tu. Eras perfeito demais para existir tal como eu te via.

Iluminavas o mundo com a tua parvoíce, e eu aplaudia, com o coração aos pulos e a alma em êxtase. Entranhaste-te na minha pele como uma carraça e arrebataste-me.

Vão haver muitas primaveras, e muitos sorrisos, e muitos raios de sol, e muitas gargalhadas, e muitas lágrimas de felicidade... mas tu não tens nada a ver com isso. Não passas de um quase-amor. O mais apetecível quase-amor.

domingo, 18 de novembro de 2012

Desprende-te! Tem de ser.

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O teu toque já não me causa arrepios, os teus defeitos já não são tão atraentes como eram. Martini com a raparigas tornou-se muito mais agradável do que a tua (que costumava ser quente) companhia. Os teus beijos passaram a ser apenas uma forma de estragar o meu batom.

Não mintas, os teus olhos insatisfeitos denunciam-te. Também estás infeliz.

Não precisamos de continuar nisto, sabes?! Podemos sair e deixar o filme a meio. As nossas tentativas não foram suficientes e esta relação já me roubou o sorriso. E ninguém deve viver sem o sorriso.

Faltaram palavras, e actos, e surpresas. Faltaram aqueles momentos de cortar a respiração. Sobrou o tédio. Não florescemos na Primavera, e agora já é Outono, e sabes que gosto de ver as folhas cair, mas não quero vê-las contigo.

Vamos despedir-nos do tédio e apanhar boleia rumo ao infinito com algo novo. Não é o fim do mundo, é apenas uma despedida... apenas mais uma. Desejo que sejas feliz, porque eu vou ser, e não quero sentir-me culpada por isso. Alimenta a tua alma. Arrisca. Abre a porta e sai. Do outro lado deve ser melhor. Tem de ser melhor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Necessidades

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Ninguém me satisfaz. Mais de uma década de tentativas falhadas na busca de alguém que me conforte a alma e não deixe espaço para dúvidas, incertezas, satisfações, mas chega sempre o inevitável dia em que não aguento, sufoco na imensidão do vazio.

Não custa terminar, passado algum tempo ambos estamos num novo relacionamento e os mesmos enganos repetem-se, sem fim. Se calhar não paramos para reflectir sobre o tipo de expectativas que temos quando entramos num relacionamento amoroso. 

Tentei dividir as necessidades amorosas em 4 tipos: as fundamentais, as negociáveis, as absurdas e as impossíveis. As fundamentais são aquelas coisas que dão significado à relação: amor, parceria, lealdade, companheirismo, etc. 

As necessidades negociáveis estão relacionadas com os nossos gostos (como comida favorita, gosto musical, sítios a frequentar, local de férias...). São aspectos flexíveis que pessoas maduras conseguem negociar facilmente, fazendo convergir e funcionar no relacionamento. 

As necessidades absurdas são aquelas que, quando pensamos sobre elas, temos vergonha de as termos desejado! “Queria que ele me entendesse sem que eu dissesse nada“. Minhas queridas, telepatia está fora de questão! O amor não envolve nenhuma categoria de adivinhação! Senão, imaginemos que estes desejos se realizavam. “Queria que ele me desse sempre atenção!“ - conseguem imaginá-lo a olhar para a nossa cara 24 horas por dia?!  “Queria que ele estivesse sempre do meu lado“ - e pronto, lá andava ele, a seguir-nos para todo o lado, inclusive para o WC! Ahh! Amor de m*rda! Pois é, a melhor forma de saber se a demanda é absurda concretizar a fantasia!

As necessidades impossíveis estão na base de grande parte das desarmonias, frustrações e desentendimentos numa relação (e na vida). Por exemplo, “Queria que me amassem como eu sou“, mas como é que definimos o que nós somos, uma vez que somos seres mutáveis?! E o que é o amor, de facto? É possível que os outros amem inclusive o facto de agirmos de modo egoísta e cruel nos nossos piores dias? “Queria que as pessoas me entendessem“, mas não conseguiria escrever um manual completo de procedimentos a meu respeito... e os outros também não! 

Assim parece óbvio por que vivemos tristes, insatisfeitos e frustrados nos nossos relacionamentos (e podemos até fazer da vida do parceiro um tormento!). De facto, não há bombeiro que consiga apagar os desejos deste inferno que eu criou... e como eu conheço muitas pessoas.

Dizem, que reconhecer o problema é o primeiro passo. Vamos ver quais serão os seguintes!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Onde nos leva a obsessão pelo físico (a história de um homem)

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Li num site brasileiro um artigo bastante interessante. Passo a transcreve-lo na íntegra.

"Recentemente ouvi de um amigo uma história que me fez pensar. Ele é a tradução da figura do pegador – bonito, forte, da balada, com grana. Apesar das superficialidades, uma pessoa do bem. Andava buscando incansavelmente uma mulher pra chamar de sua, pois havia cansado de ter todas, mas nenhuma ao mesmo tempo. Encontrou uma moça daquelas que até Deus duvida – linda, gostosa, inteligente, bom papo, carinhosa, boa de cama. Apaixonou-se. Gritou aos quatro cantos que quem acredita sempre alcança, começou a fazer planos pro futuro, passou a dizer que a vida de balada era coisa do passado. Certo dia, na marca de uns três meses de relacionamento, ele resolveu fazer uma surpresa para a amada – saiu mais cedo do trabalho, levou flores, vinho, chocolate e seu coração aberto. Chegou, deu um xaveco no porteiro, subiu sem avisar. Se deparou com ela em trajes micro, em meio a um boquete empolgadíssimo em um estranho. Depois de crises, de acessos de raiva, e da ficha caída, ela explicou – era garota de programa. Precisava dessa grana, por isso tinha feito essa escolha. Ele disse que não podia ser. Que a bancaria, que a tiraria dessa vida – ela retrucou com a frieza de quem sabe o que quer – “Não sirvo pra isso. Esse é meu caminho” – deu meia volta e se foi, deixando-o com o coração arrebentado e com meia dúzia de chocolates no bolso.

Essa história – cruel, porém real – me fez pensar no que tem acontecido com a nossa geração. Somos como crianças que, até tempos atrás não podíamos roubar o brigadeiro da mesa e que, momentos depois, somos presenteados com todos os tipos e sabores de brigadeiro do mundo. Comemos tanto, que ficamos com dor de barriga. Temos tantas opções, e não temos ideia do que fazer com elas. E aí nos direcionados pela embalagem – a mais bonita, a mais colorida, a mais chamativa. O profundo que conhecemos ficou limitado à profundidade do órgão genital. Já que temos uma dificuldade extrema em chegar ao íntimo do outro, escolhemos bundas em vez do cérebro. Peitos em vez da atitude. Uma cinturinha em vez do caráter. 

E aí não é de se espantar que estejamos quebrando tanto a cara. No caso da história do amigo do começo do texto, me pergunto – o que será que ele viu na moça? Será que ele procurou o íntimo ou se apaixonou pelas coxas, pelo rebolado, pelo boquete perfeito? Esse raciocínio nos leva a conclusão de que estamos escolhendo errado e que as nossas escolhas estão nos transformando em uma população de solteiros infelizes que gritam aos quatro cantos que não há gente legal no mundo. Numa coluna na época, Gisele Campos faz uma análise simples e certeira desse fenômeno: “Os homens dizem que falta mulher. As mulheres dizem que falta homem. Se não tem homem e não tem mulher, então onde está todo mundo? Quem são essas pessoas que a gente vê pela rua todos os dias?”

Talvez precisemos mesmo aprender na marra a lidar com tanta liberdade, e parar de levar a vida como o adolescente que tem pais liberais, e que abusa dessa mordomia para sair causando. Somos seres inteligentes e não podemos mais desperdiçar a oportunidade de fazer boas escolhas. A liberdade que a nossa geração possui hoje, permite que possamos conhecer diversas pessoas e escolher aquela que se encaixa com você. Porque, por mais que você se gabe de ser o pegador que come todas, o desejo de todo ser humano é encontrar e ser encontrado. Precisamos aproveitar a oportunidade e, estrategicamente, analisar as pessoas em quesitos muito mais importantes do que tamanho de bunda e de peito. Corpos envelhecem, a gravidade destrói, a gente enjoa. Se não fizermos algo a respeito, já consigo imaginar um futuro no qual as próximas gerações, traumatizadas pelos excessos e pelas cagadas colecionadas, irão querer voltar aos moldes antigos e implorar pela chance de uma tarde namorando no sofá, com mãos dadas, debaixo dos olhos do sogro. Tudo para evitar que os prazeres da luxúria e da superficialidade falem mais alto e estraguem tudo. Mais uma vez."

Talvez devêssemos pensar sobre isto...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sexo no feminino

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Não é preciso ser uma top model para ter sempre amigos disponíveis para dar uma mãozinha quando estamos solteiras. Nestas alturas, é quase infinita a quantidade de cavalheiros prestáveis e dispostos a ajudar, desde ex-namorados a colegas de trabalho ou meros conhecidos. É incrível como, com o passar dos anos, a quantidade destes heróis altruístas tem aumentado.

Recentemente perguntaram-me por que é que recuso. Sou solteira, jovem, cheia de energia e gosto de sexo. Gosto mesmo de sexo. Mas recuso, é um facto.

Não tem a ver com questões religiosas nem morais, tem a ver com a minha maneira de ser. Jogo com as cartas todas, sempre. Para o tudo ou nada, para grandes sucessos ou grandes fracassos. O meu corpo vai onde for a minha alma. Se calhar não tenho tantas noites loucas como podia, e desiludo-me mais vezes do que o suposto, mas tenho uma vida completa e inteira. "Para ser grandesê inteiro", Ricardo Reis. Se for para ter experiências meramente físicas, não preciso de homens, sou bastante desenrascada sozinha. E se algum dia tiver necessidade de recorrer a um homem, recorro a um profissional, que sei que vai fazer o trabalho bem feito.

sábado, 21 de abril de 2012

Casamento em Paris (uma história de amor com tudo... menos amor)

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Esta não é uma história feliz.

Apaixonei-me por Paris ainda antes de lá ter ido. Quando fui pela primeira vez, apaixonei-me de novo, e sempre que lá regresso, o sentimento renova-se. Tenho um fascínio especial por grandes cidades, desde a arquitectura às pessoas, e Paris... Paris é a cidade romântica, sofisticada, a cidade da arte e dos artistas, a cidade da luz e dos iluminados. Mas o que gosto mais em Paris, é que em nenhuma outra cidade do mundo me sinto tão em casa.

Conheci numa viagem um jovem engenheiro que lá vive. Fomos jantar, bebemos um bom vinho e acabamos por cair nos braços um do outro.

E muito haveria para contar se os meus sentimentos fossem equivalentes aos dele, mas nunca me consegui apaixonar. Falávamos diariamente pela Internet e encontrávamo-nos em viagens, mas em mim faltava sempre alguma coisa.

Na minha última estadia em Paris, e apenas após 3 meses de "relacionamento" (nem sei que nome dar ao que tivemos) ele pediu-me em casamento.

Ele tem um nível de vida muito, muito superior ao meu... É rico, muito rico! E estava disposto a proporcionar-me uma vida de rainha, na cidade dos meus sonhos. Foi nesse dia que percebi que prefiro ser uma plebeia apaixonada do que uma rainha sem amor.

E assim vos escreve a Solteira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Futilidades

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Depois de ler o post do meu amigo Piii e perceber a futilidade que lhe vai na alma, só me ocorre apresentar-lhe as conclusões de um estudo sobre o sexo, e garantir-lhe uma vida (ainda mais) saudável.
Parece que:
- de pé fortalece a coluna
- de cabeça para baixo estimula a circulação do sangue
- de barriga para cima é mais prazeroso
- sozinho é estimulante mas egoísta
- em grupo pode ser divertido
- entre duas pessoas enriquece o conhecimento
- no banho pode ser arriscado
- no automóvel é muito perigoso
- com frequência desenvolve a imaginação
- de joelhos o resultado pode ser doloroso.

O conselho está dado e as consequências apresentadas. Aproveito ainda para referir que sexo é uma excelente forma de dar utilidade a pessoas sem préstimo nenhum (parece que para isso, toda a gente serve)! F*dei-vos uns aos outros, que a vida f*de-nos a todos!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Homem de confiança

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Este post começa mal logo pelo título! Tenho sérias dúvidas de que seja possível tal realidade, não por eu ser desconfiada de homens em particular, eu sou desconfiada de toda a espécie Humana e até de alguns animais.

Nunca gostei de loiros nem nunca sequer entendia por que é que algumas das minhas amigas gostavam. Sempre me pareceram criaturas deslavadas e sem grande inteligência ou paixão, mas este é diferente. Intelectualmente interessante, é (provavelmente) o maior filho da puta que já conheci, mas eu gosto dele (e acreditem que não é fácil)!

Não num sentido romântico ou apaixonado, mas gosto dele como se gosta de um cão (quando me conhecerem melhor saberão que gosto mais de cães do que de muitas pessoas). A grande diferença está nos níveis de confiança. Não duvido nem por um instante da fidelidade e dedicação dos meus cães, mas no que respeita ao L... Safado, ali a rondar o ordinário, tem uma vasta colecção de cachorras no histórico, e a alma poluída.

Duvido que haja nele mais profundidade do que a que o corpo consegue tocar, e duvido que tenha consciência  disso. Quando se tocam muitos corpos, provavelmente perde-se a capacidade de tocar a alma. Mas que valor tem a confiança nas pessoas sérias? De que vale gostar de quem merece? A capacidade de gostar e confiar em quem não merece é algo que eu não costumava entender até conhecer o L. E quem consegue despertar este altruísmo em mim (que sempre fui, naturalmente, egoísta) não pode ser má pessoa.

O que sei é que se algum dia eu me tornar numa pessoa como ele vou precisar, mais do que nunca, que confiem em mim.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vazio

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Esta não é uma história alegre. Esta uma história de solidão.

Tive uma relação que durou mais de um ano com o H, o típico homem que todas as mulheres procuram: bonito, interessante, inteligente e muito bem sucedido profissionalmente. Tudo nele parecia perfeito, menos ele!

Sempre nos demos bem, sem grandes discussões ou confusões. Gostávamos muito um do outro (ambos demos provas disso), mas havia um vazio tão grande...! Inicialmente, quando estávamos juntos, tudo corria bem, mas assim que ele se ausentava, voltava aquela sensação de vazio, de insuficiência.

Mais tarde, com o passar dos meses, a sensação de vazio estava sempre presente, mesmo quando o H também estava. Nunca consegui compreender o que gerava aquele sentimento que me fazia tão infeliz, mas fui obrigada a terminar a relação. Foi uma perda difícil de superar, e a fasquia ficou muito elevada - afinal, ele é o homem quase-perfeito - mas nunca mais me senti tão só como me sentia com ele!

Para esta relação e para todas as que não conseguimos compreender, resta-nos a fé para acreditar que algures no mundo há alguém que nos faça mais felizes, simplesmente porque sim.

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