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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A gaveta dele

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Como é que medimos a importância das pessoas na nossa vida? Com o passar do tempo, vamos conhecendo muita gente, coleccionando paixões e às vezes até temos dificuldade em distinguir o que foi realmente sério.

Na altura parece sempre tão intenso, mas quando passa, passa tão rapidamente que é como se nunca tivesse existido, e quando nos cruzamos com as pessoas que um dia foram parte da nossa vida, nem nos lembramos por que o foram.

Quando penso no passado, a balança da vida tende a dar mais peso ao que causou mais dor, mas só porque doeu mais, não significa necessariamente que tenha sido o mais importante.

Um destes dias, veio-me à memória a coisa mais séria que já fiz numa relação: cedi-lhe uma gaveta no meu armário. A ideia de ter alguém na minha casa, sufoca-me, mas quando lhe disse "podes deixar aqui as tuas coisas, o que quiseres" senti-me tudo menos sufocada. Anos se passaram, e ainda ninguém ocupou aquela gaveta. Às vezes penso que nunca o devia ter deixado...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Amor, hormonas e outras m*rdas

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Homens e mulheres são diferentes (até há quem diga que são de planetas distintos). Por muito que tentemos, jamais conseguiremos compreender o sexo oposto, por razões óbvias e evidentes. Um homem jamais entenderá a dor de um parto e uma mulher jamais entenderá a dor de um pontapé bem dado nos tintins. Os homens não compreendem as alterações de humor da TPM, e nós não entendemos essa m*rda de testosterona que os faz olhar para o rabo de todas as boazonas que andam por aí. Meus queridos, é uma questão hormonal, cientificamente comprovada, e nem merece grande discussão. A verdade é que não há nada a fazer!

Devíamos ser tolerantes, aceitar e respeitar estas diferenças e aprender a ser felizes com elas. Não são problemas baseados no carácter nem na falta de sentimentos, não deviam ser importantes, não deviam existir.

Conseguir sexo na actualidade é o processo mais simples (principalmente para os autores deste blog, que expiram sensualidade!), mas ter uma companhia, um suporte, um amor... é muito mais complicado. Uma relação estável passa por um processo de selectividade e escolha da tal pessoa especial, e resulta da nossa aprendizagem com vivências do passado para evitar repetir erros. À medida que vamos tendo mais relações, vamos ficando mais exigentes, queremos mais amor, mais compreensão, mais intimidade, mais felicidade... mas será que estamos dispostos a dar, a ceder e a arriscar mais?

Até agora (e do alto dos meus vinte e tal anos), concluí que para haver amor precisa de haver admiração, atracção, confiança, lealdade, tolerância, flexibilidade, sinceridade, respeito, partilha e efeito surpresa. Curiosamente, enquanto enumerava estes ingredientes, lembrei-me de algumas pessoas que a vida (com a ajuda da m*erda das hormonas) afastou de mim, com quem eu partilhava quase tudo o que foi supracitado. Recordo uma com especial carinho, a mais improvável, a que não sabe nem sonha como me tocou a alma.

Essa, que sempre esteve tão longe, e que mesmo assim desperta o meu lado romântico. Essa com quem eu correria de mãos dadas em slow motion ao pôr-do-sol num campo de lavanda...

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