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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E viveram felizes para sempre...

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Ser feliz para sempre... Não é o que toda a gente quer?

Encontrar o balanço perfeito entre o amor e a paixão não é fácil nem acontece com toda a gente. Se calhar, é daquelas coisas que pode acontecer uma vez na vida, ou mais algumas, se tiveres sorte, mas também pode nem acontecer.

Às vezes questiono-me: o que acontece depois do "felizes para sempre"? Segundo as histórias que nos contam desde o berço, o estado "felizes para sempre" começa com o casamento. Mas porquê? Não pode ser de outra forma, sem termos de seguir regras e ordens hierárquicas que nem sequer foram decididas por nós?

Quando conheci o M, ele disse-me que seria um péssimo namorado e sugeriu-me que fossemos amantes. Só a palavra já me ofendeu. AMANTE? Eu? Talvez por nem saber o que significava ser amante, sabia que não queria, queria ser namorada. Nos primeiros 3 meses seguimos as regras dele, e fomos amantes, nos seguintes tornamo-nos namorados, como eu precisava.

No tempo que fomos amantes, viajamos, subimos montanhas, tivemos jantares de sonho, dançamos tango, fomos a muitas festas, conhecemos muitas pessoas, bebemos martini, passamos horas a falar e a apontar lanternas para o tecto, passamos noites ao luar, a olhar as estrelas, tornamo-nos muitas coisas, mas especialmente grandes amigos... todas as vezes que precisei dele, ele esteve comigo.

Quando passamos a ser namorados, tínhamos mais estabilidade, mais segurança, mas mais pressão exterior também. Comecei a pensar no futuro, tão preocupada em começar a "ser feliz para sempre" que nem percebi que já era. Por estarmos numa relação, ele deixou de fazer as coisas que fazia quando éramos amantes, quando tinha de me conquistar e surpreender todos os dias.

Talvez o amor funcione melhor a dois, talvez as convenções sociais não devessem ter tanta importância, talvez cada casal devesse encontrar a sua forma de existir... Talvez ter um amante, melhor amigo, cúmplice seja melhor do que ter um namorado, e talvez se torne marido melhor... ou talvez nem precise de ser um marido para fazer alguém "feliz para sempre". Sempre fui criativa, sempre fiz tudo à minha maneira, e acabei por cair na armadilha do "dever ser" do amor e da felicidade.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Momentos

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Questionam-me por que escrevo mais sobre temas constrangedores ou mesmo tristes do que propriamente felizes. De facto, eu não sou uma pessoa depressiva, sou até bastante alegre e dotada daquele entusiasmo eufórico e contagiante (que alguns dizem que faz girar o mundo)!

Não escrevo muito sobre coisas felizes porque, às vezes, a felicidade é mesmo assim, e os momentos são tão perfeitos que não me apetece contá-los a ninguém.

Se a minha alma falasse, diria apenas "Bem-vindo a casa, meu querido. Finalmente chegaste."

terça-feira, 22 de maio de 2012

(Não) há mulheres para namorar

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Através de uma conversa com um amigo, apercebi-me que os homens andam preocupados com a falta de mulheres para ter relações sérias. Segundo ele, ninguém se quer envolver, anda toda a gente muito ocupada a viver o momento que se perdeu a capacidade de pensar a longo prazo. Mais uma vez, eu tinha de mostrar o meu profundo desacordo.

Há muitas mulheres sérias, à procura de relações sérias! Deixo-vos algumas dicas para facilitar a busca e escolha da namorada.

Química: Sem isto, nada feito, não vale a pena avançar.
Atracção: Deve ser mútua e para além do físico. Conta a atitude, as ideias, a admiração...
Parceria: No início é difícil perceber se ela é uma boa parceira, mas se não estiver presente nos momentos menos bons, não é uma boa aposta.
Esquisitice: Se ela for muito esquisitinha com tudo, esqueçam. Provavelmente não gosta muito de vocês ou, ainda que goste, vai chatear-se cada vez que a despentearem.
Amizades: Se ela não tiver amigas e amigos, vai depositar todas as expectativas da vida no namorado... e acreditem, não é possível cumpri-las.
Ciúme: Se ela não se mostrar minimamente incomodada com a vossa proximidade com outras mulheres, é porque provavelmente não quer mesmo nada sério. Por outro lado, se for ciumenta demais, também terão um problema entre mãos!
Objectivos: Se ela não tiver objectivos de vida, se não andar em busca de nada, poderá vir a querer viver a vida do namorado. (Acontece frequentemente a quem não tem aspirações próprias.)
Controladora: Algumas mulheres têm tendência a tornar-se mães dos namorados.
Encanto: Se ela não vos encanta diariamente, provavelmente não vale a pena começar uma relação.
Atitude: Percebam se ela é mais uma ovelha no meio do rebanho ou se faz a diferença no meio de uma multidão.
Solidão: É importante perceberem como ela se comporta quando está sozinha. Pessoas que não conseguem ser felizes sozinhas, procuram sempre uma metade para completar o vazio interno. Lembrem-se que uma relação se faz de duas pessoas inteiras, e não de duas metades.
Ouvir: Percebam se ela vos ouve, ou se gosta de falar o tempo todo. Quem não sabe ouvir, não aprende.
Sensibilidade: Se ela não gostar de animais, nem de crianças, nem de idosos, provavelmente não é boa pessoa.
Sensualidade e intimidade: Se não se entenderem neste campo e se ela não se mostrar disposta a tentar agradar-vos, é um mau indício.

Mais importante, não cobrem dela aquilo que vocês não podem dar. Façam uma auto-análise antes de julgar quem quer que seja. Não procurem a mulher perfeita, pois vocês certamente também têm imperfeições. Todos temos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Striptease

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Eu e o U namorávamos há cerca de um mês. Eu era jovem e pouco experiente nas artes da sedução. As minhas amigas tinham-me oferecido naquela semana uma lingerie de puta (rica). Pensei que não a fosse usar a curto prazo, mas...

Era o aniversário do U, e eu decidi oferecer-lhe uma noite num hotel, seria a nossa primeira noite juntos. Quando ele me foi buscar a casa, tinha uma prenda para mim. Como é que ele me podia dar uma prenda se era o aniversário dele?! Pois é, mas deu e bem mais cara do que a noite que eu tinha preparado para nós.

Plano B, "vou levar a lingerie de puta e contornar a situação", pensei e fiz. Chegamos ao hotel e, já no quarto, eu entrei num estado de nervos (característico da idade tenra e da falta de experiência) e recolhi-me na casa-de-banho, para me preparar para o striptease, mas os nervos eram tantos que decidi levar a garrafa de champage comigo! Fui bebendo, bebendo, bebendo e continuava nervosa!

Ganhei coragem e lá apareci, de copo numa mão, garrafa na outra, cabelo despenteado e uma luta constante com os sapatos (os saltos altos pareciam-me mais altos do que eram na realidade!). Não consigo explicar como, mas desequilibrei-me enquanto lutava contra o vestido que se recusava a sair e, não apenas rasguei as meias-ligas como caí de costas e bati com a cabeça na parede.

O U terminou a noite às gargalhadas e a pôr-me gelo na cabeça. Se eu não estivesse já apaixonada, tinha-me apaixonado nessa noite. (E só nos comemos pela manhã!)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Combater a insegurança

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Pessoas que crescem em ambientes complicados e aprendem desde cedo a cuidar de si, aprendem também a atacar o que as ataca. Sempre mantive uma posição defensiva perante os contratempos da vida, mas se me sentir atacada respondo na mesma moeda. Por norma, não sou insegura, faço o que é preciso e não me dou tempo para grandes dramas. Resolvo os problemas como posso e sei, normalmente ainda antes de se tornarem efectivamente problemas.

No entanto, recordo três situações de insegurança, e em nenhuma soube como agir! Se me relaciono com pessoas que falam de jeito depreciativo ou que traem com frequência (mesmo que seja em pensamento) solta-se o monstro, e depois de se instalar a insegurança, o meu modo de agir passa a ser o ataque.

Tenho passado os últimos 4 ou 5 anos a tentar descobrir como atacar a insegurança, e cheguei a duas soluções: Uma é atacar com um martelo a cabeça de quem lhe deu asas (confesso que gosto desta, mas o sangue é difícil de limpar das paredes); A outra passa pela criação de uma mudança e a percepção dessa mudança. "Não se pode resolver os problemas utilizando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos", até o Einstein concorda comigo. Perceber as causas, o processo em que a insegurança é criada e combatê-la antes de se tornar um problema deverá ser a melhor solução.

Mas o que fazer quando o pânico já está instalado e o monstro já assumiu dimensões tenebrosas?

Já me chamaram ingénua algumas vezes, mas eu acredito nas pessoas, e acredito na capacidade das pessoas mudarem quando realmente querem. O facto de fazermos parte de uma sociedade obriga-nos constantemente a fazer ajustes e pequenas adaptações. (Então por que é que eu ainda não resolvi os meus problemas?)

Num relacionamento, a insegurança leva inevitavelmente à discussão, e se existe insegurança numa das partes, toda a relação está em apuros (é só uma questão de tempo). É errado pensar que a culpa é do outro quando os medos e traumas vivem dentro de nós. O outro não tem o dever (nem a capacidade) de nos tratar, apesar de poder, normalmente através de simples ajustes,  moderar comportamentos e transmitir mais confiança. É importante ter sempre presente que uma relação entre duas pessoas deve sempre ser de partilha, e não de dependência.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Corcunda

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Este texto podia ser sobre o estrangulador – que um dia me disse que tinha um problema na coluna e é corcunda! – mas como ele é fisicamente perfeito, é mesmo sobre mim!

O meu primeiro namorado (já lá vai mais de uma década), o R, é bastante baixo. Extremamente interessante, sensual e muito querido, tudo o que uma menina podia desejar… mas é realmente muito, muito baixo.

Quando começamos a namorar, eu desenvolvi uma técnica bastante estúpida para não se notar a diferença de alturas. Basicamente posso dizer-vos (e sem me orgulhar disso) que curvava o corpo de modo a que o rabo ficasse bem empinado lá atrás, com uma curva na cintura que me inclinava o peito ridiculamente para a frente. Aquela “dobra” fazia-me aparentar uns centímetros a menos na altura, e duas doses a mais na estupidez e deficiência.

O R nunca fez nenhum comentário sobre isso, nem sei se teria reparado que eu ao lado dele parecia uma serpente disforme, mas a verdade é que aquilo me fazia mal… e digo-o mesmo fisicamente!

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