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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Juntando os trapos

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A vantagem de ter muitos amigos e conhecidos de diferentes idades e em diferentes fases da vida é que acabamos por aprender também com os erros deles.

Há perguntas que nos apanham de surpresa, e recentemente apanharam-me numa delas. "Por que é que eu não fui viver com o meu ex?"
A casa dele era fantástica, ele sempre se mostrou disposto até ter sido a solução aparente para o nosso maior problema: a falta de tempo. Mas mesmo assim, sempre nunca fez parte dos meus planos, nem mesmo a médio prazo.

Com base nos dramas que oiço diariamente, e nos exemplos de amigas e amigos que se arrependeram ao fim dos primeiros 3 dias, atrevo-me a dizer que viver juntos é muito mais do que juntas as escovas de dentes e partilhar um pizza, e decisões premeditadas costumam dar mau resultado.

E as reclamações são infinitas:
- "Não consigo dormir, ele ressona e mexe-se de 5 em 5 minutos." E agora?! Vais sair de casa ou passar o resto da vida a dormir mal?
- "Ela tem cremes em todo o lado, não tenho onde colocar as minhas coisas." Olha a novidade! É ela e uma vasta percentagem de mulheres!
- "Ele nunca está em casa e eu estou sempre sozinha." Mas não conheciam ainda os horários um do outro?
- "Não tenho tempo para mim." Bem... se vivem juntos é natural que o tempo em casa seja partilhado... se não conseguem desfrutar da presença um do outro sem se sentirem sufocados é, no mínimo, comprometedor, se pretendem passar o resto da vida juntos!
- "Ele só pensa nele." Pois... e agora?
- "Eu odeio massa e ela só sabe cozinhar massas." Mas a ideia era ter uma mulher ou uma cozinheira?
- "Não suporto os pais dele." Se vivem juntos, é normal que os sogros apareçam de vez em quando! Estranho seria se nunca aparecessem!
- "Ele não faz nada em casa e eu também não suporto tarefas domésticas." A partilha deve estar presente em todos os momentos, tanto nos bons como nos mais chatos, ou então, paguem a uma empregada, ora!
- "Ela nunca quer sexo." É fácil que haja vontade sempre que estão juntos se se vêem duas vezes por semana... mas se estão juntos todos os dias, vão haver dias em que um dos dois vai mesmo querer dormir!
- "Ele não me vê da mesma forma." Claro que não! Para quem estava habituado a ver a namorada sempre deslumbrante e passa a vê-la acordar, despenteada, sem maquilhagem e com mau-hálito, é claro que não a vê da mesma forma, vê-a como ela É naturalmente! Devíamos gostar das pessoas no estado natural...
- "Não sei o que quero para a minha vida". COMO é que se vai morar com alguém se não se sabe onde se quer estar dentro de 5 ou 10 anos?! Até pode não acontecer, mas devemos saber o que queremos antes de ir viver com alguém.

A meu ver, o problema é que as pessoas juntam os trapos sem conhecerem a outra pessoa mas, mas grave ainda, sem se conhecerem a si próprias.

terça-feira, 22 de maio de 2012

(Não) há mulheres para namorar

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Através de uma conversa com um amigo, apercebi-me que os homens andam preocupados com a falta de mulheres para ter relações sérias. Segundo ele, ninguém se quer envolver, anda toda a gente muito ocupada a viver o momento que se perdeu a capacidade de pensar a longo prazo. Mais uma vez, eu tinha de mostrar o meu profundo desacordo.

Há muitas mulheres sérias, à procura de relações sérias! Deixo-vos algumas dicas para facilitar a busca e escolha da namorada.

Química: Sem isto, nada feito, não vale a pena avançar.
Atracção: Deve ser mútua e para além do físico. Conta a atitude, as ideias, a admiração...
Parceria: No início é difícil perceber se ela é uma boa parceira, mas se não estiver presente nos momentos menos bons, não é uma boa aposta.
Esquisitice: Se ela for muito esquisitinha com tudo, esqueçam. Provavelmente não gosta muito de vocês ou, ainda que goste, vai chatear-se cada vez que a despentearem.
Amizades: Se ela não tiver amigas e amigos, vai depositar todas as expectativas da vida no namorado... e acreditem, não é possível cumpri-las.
Ciúme: Se ela não se mostrar minimamente incomodada com a vossa proximidade com outras mulheres, é porque provavelmente não quer mesmo nada sério. Por outro lado, se for ciumenta demais, também terão um problema entre mãos!
Objectivos: Se ela não tiver objectivos de vida, se não andar em busca de nada, poderá vir a querer viver a vida do namorado. (Acontece frequentemente a quem não tem aspirações próprias.)
Controladora: Algumas mulheres têm tendência a tornar-se mães dos namorados.
Encanto: Se ela não vos encanta diariamente, provavelmente não vale a pena começar uma relação.
Atitude: Percebam se ela é mais uma ovelha no meio do rebanho ou se faz a diferença no meio de uma multidão.
Solidão: É importante perceberem como ela se comporta quando está sozinha. Pessoas que não conseguem ser felizes sozinhas, procuram sempre uma metade para completar o vazio interno. Lembrem-se que uma relação se faz de duas pessoas inteiras, e não de duas metades.
Ouvir: Percebam se ela vos ouve, ou se gosta de falar o tempo todo. Quem não sabe ouvir, não aprende.
Sensibilidade: Se ela não gostar de animais, nem de crianças, nem de idosos, provavelmente não é boa pessoa.
Sensualidade e intimidade: Se não se entenderem neste campo e se ela não se mostrar disposta a tentar agradar-vos, é um mau indício.

Mais importante, não cobrem dela aquilo que vocês não podem dar. Façam uma auto-análise antes de julgar quem quer que seja. Não procurem a mulher perfeita, pois vocês certamente também têm imperfeições. Todos temos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Homem de confiança

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Este post começa mal logo pelo título! Tenho sérias dúvidas de que seja possível tal realidade, não por eu ser desconfiada de homens em particular, eu sou desconfiada de toda a espécie Humana e até de alguns animais.

Nunca gostei de loiros nem nunca sequer entendia por que é que algumas das minhas amigas gostavam. Sempre me pareceram criaturas deslavadas e sem grande inteligência ou paixão, mas este é diferente. Intelectualmente interessante, é (provavelmente) o maior filho da puta que já conheci, mas eu gosto dele (e acreditem que não é fácil)!

Não num sentido romântico ou apaixonado, mas gosto dele como se gosta de um cão (quando me conhecerem melhor saberão que gosto mais de cães do que de muitas pessoas). A grande diferença está nos níveis de confiança. Não duvido nem por um instante da fidelidade e dedicação dos meus cães, mas no que respeita ao L... Safado, ali a rondar o ordinário, tem uma vasta colecção de cachorras no histórico, e a alma poluída.

Duvido que haja nele mais profundidade do que a que o corpo consegue tocar, e duvido que tenha consciência  disso. Quando se tocam muitos corpos, provavelmente perde-se a capacidade de tocar a alma. Mas que valor tem a confiança nas pessoas sérias? De que vale gostar de quem merece? A capacidade de gostar e confiar em quem não merece é algo que eu não costumava entender até conhecer o L. E quem consegue despertar este altruísmo em mim (que sempre fui, naturalmente, egoísta) não pode ser má pessoa.

O que sei é que se algum dia eu me tornar numa pessoa como ele vou precisar, mais do que nunca, que confiem em mim.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os Traumatizados

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Estamos na era dos coitadinhos. Os meninos andam assutadinhos, cheios de traumas das relações anteriores, e fogem do compromisso com quantas pernas têm. Meus queridos, bagagem emocional todos temos, e vai aumentando com a idade, mas redomas de vidro não são solução.

Não façam de nós parvas com os vossos traumas, sejam homens e assumam a real razão pela qual não querem assumir compromissos com umas, mas dias depois atiram-se de cabeça com outras. Não nos mintam e, acima de tudo, não mintam a vós próprios.

Há pessoas com quem simplesmente não acontece, pronto, é legítimo. Não conseguimos apaixonar-nos por toda a gente, às vezes "não rola", mas não usem sempre a mesma desculpa.

Se eu me deixasse bloquear por causa dos "traumas do passado", não me envolvia há muito tempo. Mas continuo a fazê-lo, mesmo sob o risco de acumular mais traumas! Sabem porquê? Porque tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Quem se priva das tristezas, priva-se das alegrias também, e a vida é demasiado curta para ser vivida de forma medíocre.

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