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sábado, 17 de novembro de 2012

De menos ou de mais?

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Quantas vezes achamos que alguma coisa não nos serve porque "não é o que tínhamos em mente", não aconteceu como nós achamos que "devia" ter acontecido, está fora dos nossos planos...?

O ser humano tem medo de tudo aquilo que desconhece, de tudo o que o ultrapassa. Grande parte das pessoas rejeita o que está fora dos padrões da normalidade, porque parece perigoso e arriscado. Mesmo os mais corajosos, adeptos de grandes aventuras e de correr riscos, acabam por ser mais reservados numa ou outra área da vida.

Será que todas as vezes que consideramos que alguma coisa não nos bastava, é porque era insuficiente para  nós, ou será que rejeitamos porque era grande demais? Será que isto acontece com o amor? Será que não conseguimos amar quando a paixão é intensa demais e nos cega ao ponto de nos fazer pensar que não há mais nada além da paixão? Será que se pode desejar de forma tão avassaladora, que todos os outros sentimentos acabem por ficar à sombra desse desejo? Será que, numa situação destas, há desejo de mais ou amor de menos? Será que há quantidades certas para se sentir?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E viveram felizes para sempre...

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Ser feliz para sempre... Não é o que toda a gente quer?

Encontrar o balanço perfeito entre o amor e a paixão não é fácil nem acontece com toda a gente. Se calhar, é daquelas coisas que pode acontecer uma vez na vida, ou mais algumas, se tiveres sorte, mas também pode nem acontecer.

Às vezes questiono-me: o que acontece depois do "felizes para sempre"? Segundo as histórias que nos contam desde o berço, o estado "felizes para sempre" começa com o casamento. Mas porquê? Não pode ser de outra forma, sem termos de seguir regras e ordens hierárquicas que nem sequer foram decididas por nós?

Quando conheci o M, ele disse-me que seria um péssimo namorado e sugeriu-me que fossemos amantes. Só a palavra já me ofendeu. AMANTE? Eu? Talvez por nem saber o que significava ser amante, sabia que não queria, queria ser namorada. Nos primeiros 3 meses seguimos as regras dele, e fomos amantes, nos seguintes tornamo-nos namorados, como eu precisava.

No tempo que fomos amantes, viajamos, subimos montanhas, tivemos jantares de sonho, dançamos tango, fomos a muitas festas, conhecemos muitas pessoas, bebemos martini, passamos horas a falar e a apontar lanternas para o tecto, passamos noites ao luar, a olhar as estrelas, tornamo-nos muitas coisas, mas especialmente grandes amigos... todas as vezes que precisei dele, ele esteve comigo.

Quando passamos a ser namorados, tínhamos mais estabilidade, mais segurança, mas mais pressão exterior também. Comecei a pensar no futuro, tão preocupada em começar a "ser feliz para sempre" que nem percebi que já era. Por estarmos numa relação, ele deixou de fazer as coisas que fazia quando éramos amantes, quando tinha de me conquistar e surpreender todos os dias.

Talvez o amor funcione melhor a dois, talvez as convenções sociais não devessem ter tanta importância, talvez cada casal devesse encontrar a sua forma de existir... Talvez ter um amante, melhor amigo, cúmplice seja melhor do que ter um namorado, e talvez se torne marido melhor... ou talvez nem precise de ser um marido para fazer alguém "feliz para sempre". Sempre fui criativa, sempre fiz tudo à minha maneira, e acabei por cair na armadilha do "dever ser" do amor e da felicidade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Amigos coloridos

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Desde que me lembro de mim enquanto mulher, sempre me recordo de dizer às minhas amigas "faz da vida um arco-íris, arranja amigos coloridos". É uma daquelas coisas que acabamos por dizer mais ou menos da boca para fora, que achamos engraçado, mas nem tem muito a ver com a nossa forma de viver.

Cada vez mais tenho pensado nisso. Depois de mais de 10 anos e arriscar em relações (sem grande sucesso, por culpa dos parceiros, claro está!) começo a ponderar se não está aí a solução para a minha vida amorosa.

Do amor, já me cansei de procurar, o romance está pela hora da morte e eu não tenho perfil de defensora de causas perdidas. É tentadora a ideia de ter companhia(s) sem ter de me preocupar... é tentadora a ideia de viver a vida como um homem. Sofre-se menos, vive-se mais. Vejo tanta gente infeliz em relações, que acho que o meu pote de ouro está escondido por outras paragens!

É caso para dizer que sou solteira e vou continuar assim... e alguém vai ter de ser FANTÁSTICO para mudar isso!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vem-te (e não voltes!)

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Esta é a história do fim daquilo que podia ter sido uma relação, mas nem isso foi.

É impressionante como a nossa mente nos prega partidas. Pessoas que gostam de desafios e não aceitam perder, às vezes caem nestas armadilhas! Desde que me enrolei com ele, achei que me podia apaixonar - o que é raro - mas podia... até podia. Só que são precisos dois para dançar tango, e ele não caiu na ratoeira. Como não sou mulher de aceitar bem derrotas, decidi, de alguma forma, perder o meu tempo a fazê-lo apaixonar-se. Não aconteceu.

Esta é a história de como, depois de nos enrolarmos, decidimos ir às nossas vidas. É a história de como perdê-lo - aquilo que me pareceu um pesadelo no primeiro par de horas - se transformou no maior alívio que senti nos últimos meses!

Esta é a história de como a lógica vence qualquer partida mental que a carência possa pregar. E, no fim de contas, é a lógica que me diz que viver ao lado dele seria um inferno constante, por muitas razões, mas a maior é que ele não queria viver ao meu lado.

E sabem uma coisa? Dizem que se abre uma janela quando fechamos uma porta... eu já abri duas, e qualquer uma das vistas me parece mais alegre do que a que via da porta dele.

Ah, e pelo menos, desta vez dei a F*DA da despedida, e digo-vos, se eu andasse só atrás de um pedaço de carne, teria ficado com ele mais uns tempos! Mas isso é o que ele é. E eu não sou melhor nem pior, sou EU, e vou continuar a ser o que me apetecer, a apetece-me ser valorizada.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades

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O assunto mais comum entre as mulheres é a "falta de homens decentes para namorar". A reclamação já não é nova, mas o número de mulheres a reclamar é crescente. Já me questionei se estaremos a procurar no lugar certo, pois sei que os homens se têm queixado do mesmo.

É natural que se demore algum tempo até encontrar alguém que se ajuste a nós, de entre esta infinidade de possibilidades.

No tempo das nossas avós, era mais óbvio: a mulher dependia do homem para trazer sustento à casa; o homem dependia da mulher para cuidar da casa, da comida, da roupa, dos filhos. Mas bem-vindos ao progresso! Agora as mulheres sustentam-se a si próprias e os homens têm máquinas de lavar roupa e sabem cozinhar!

Isto parece o fim do amor, mas devia ser a porta para um amor mais verdadeiro, mas sincero, mais desinteressado. Hoje em dia, para estar com alguém é preciso muito mais do que a necessidade, é preciso QUERER. É preciso desejar e ter a capacidade de se abrir e entregar a outra pessoa por opção. O problema é que nem todos estamos prontos para isso. Alguns procuram apenas corpos, momentos, sexo. Outros procuram um exemplo surreal e inexistente de mulher/homem, e não se querem entregar até encontrar essa fantasia. E desejamos sempre mais o que não podemos ter, o que não existe.

E nessa espera pelo príncipe/princesa perfeito(a), não damos oportunidade aos outros, aos de verdade, nem a nós mesmos. Estamos cada vez mais exigentes, não aceitamos os outros como eles são, e nem somos capazes de enxergar os nossos defeitos. E também falta vontade, de dar, de se dar, de partilhar. É mais fácil viver com as "múltiplas possibilidades" de ser solteiro e dar prioridade à carreira profissional do que se entregar a outra pessoa.

Pois... estar numa relação não é fácil, exige aprendizagem, crescimento, evolução... mas parece que o individualismo doeste século nos leva a preferir crescer sozinhos, isolados. O egoísmo dita as regras e grande parte das pessoas não quer mudar, não se quer entregar, não se envolve, tem medo. Medo de falar, medo de sentir, medo de falhar. Acredito que todos temos medo, principalmente depois de nos terem partido o coração em relações anteriores, mas privarmo-nos de relacionamentos por causa disso é deixar de viver, privar-se de novas experiências, novas descobertas, novas vitórias.

Onde é que isto nos leva? A uma onda de relacionamentos que terminam antes de ter a chance de começar.  A uma infinidade de pessoas tristes, depressivas, profundamente sozinhas, mesmo que rodeadas pelas agitadas multidões das maiores cidades. É preciso reaprender a viver, a entregar-se, e assim, a amar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Sexo Louco"

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Ninguém no seu perfeito juízo termina uma relação e passa as semanas seguintes a discuti-la... excepto nós. Em meses de (des)entendimento pontual concluímos que não funciona. E, analisados os motivos, eles são tão pequenos perante o universo de possibilidades que podámos alcançar juntos que nem me atrevo a enumerá-los... mas o egoísmo e a independência que aprendemos a criar fazem-nos desistir perante coisas tão pequenas...

E nada feito. Mais uma volta no carrossel da vida.

Após intermináveis horas de tentativas frustradas para arranjar uma solução, encontrei-me com ele para uma noite de "sexo louco". Claro que não resolve nada mas, às vezes, precisamos de uma pausa no drama da vida. E o sexo foi brutal, intenso e muito além do físico. Tão brutal que me fez ponderar se devia ceder nas exigências e dar-nos uma oportunidade. São tão raras as vezes que alguém me consegue tocar a alma... e ele parece que vive dentro dela!

Os outros fazem-me bem, mas ele faz-me feliz... se ao menos a minha mente confiasse nele como o meu corpo confia...!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dias maus

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Quando o objectivo é uma relação, temos de estar preparados para tudo. Nem todos os dias vão ser bons, nem sempre estamos bem dispostos e, como diz o cantor, todos temos um lado lunar. 

Este post é sobre a minha má disposição, a minha falta de paciência e delicadeza em certos dias, o meu cansaço causado por horas excessivas em frente ao computador, e o stress de quem trabalha diariamente com burocracias sem sentido.

Este post é a minha forma de te dizer que mesmo quando sou menos correcta contigo, gosto de ti da mesma forma. Que cada vez que chegas perto de mim, continuo a estremecer e arrepiar-me como da primeira vez que te beijei.

Então, se me sinto triste, não é por teres conhecido o meu lado mau, é por eu ter um mesmo contigo. A ti, só queria dar o mundo, mas o mundo, inevitavelmente, também tem um lado mau.

domingo, 20 de maio de 2012

Quando não há razões para ficar

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Se perguntasse a cada um dos meus ex namorados o que é que eu fiz que os aborreceu mais, a resposta seria unânime: ela deixou-me quando eu menos esperava e sem razão aparente.

A maioria das pessoas precisa de uma razão para terminar um relacionamento, eu preciso de uma razão (também) para permanecer nele. Por variadas vezes me chamaram de instável, inconstante e volátil, e até posso ser isso tudo, mas jamais deixaria alguém de quem gosto se esse alguém me desse razões para ficar. Acontece que não dão.

Com o passar do tempo, as pessoas deixam de fazer para nos ter o que fizeram para nos conquistar. E eu só queria um fio de estabilidade, uma ligação directa ao infinito. No fim de contas, instável não sou eu, são os que mudam quando acham que me têm na mão.

Por maior que seja o meu amor, se não me derem razões para ficar, eu vou sempre partir. E podia ser tão simples, e podíamos ter sido tão felizes, e eu teria feito qualquer coisa por ele...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Apaixonada por um seminarista

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A minha amiga B é linda, inteligente, simpática e uma excelente pessoa. Como qualquer ser humano, apaixonou-se pela pessoa errada: um jovem e atraente seminarista. Ele, igualmente inteligente e interessante, envolveu-se emocional e fisicamente com ela.

Após mais de um ano de romance proibido, o jovem seminarista confuso e perdido na sua vocação decidiu deixar o seminário. Pensámos que iria assumir o amor pela B, mas não o fez. A situação arrastou-se por mais uns meses de confusão na cabeça do rapaz, e quando foi pressionado para tomar uma atitude, terminou a relação.

Pouco tempo depois, envolveu-se com outra mulher, e repetiu a proeza de a deixar assim que lhe foi exigido que assumisse a relação.

A única conclusão a que chego é que há homens que simplesmente não servem para assumir relações. Por medo ou incapacidade de amar verdadeiramente, apenas nos fazem perder o nosso tempo e não merecem a nossa dedicação.

Ele é bom, mas não é o único

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Os homens estão a ficar demasiado convencidos (ou eu ando a conhecer os errados!). Nem precisam de ser muito bonitos ou muito interessantes para se acharem os melhores. Devem pensar que um sorriso engraçado basta para terem tudo o que querem, ou que são insubstituíveis. Meus queridos, ninguém é insubstituível, por mais fascinante que possa ser, e nenhuma mulher está disposta a suportar arrogância que o vosso ego insuflado está a gerar.

Entre os narcisistas, encontramos ainda os que sofrem de miopia, que se acham fantásticos quando não passam de homens comuns.

Agirem como D. Juan, a longo prazo, só vos leva a uma de duas possibilidades: não serem levados a sério e nunca passarem de objectos para as nossas fantasias (o que costuma durar pouco tempo); ou caírem no ridículo. Nenhuma mulher com auto-estima vos vai admirar nem sequer gostar verdadeiramente de vocês se andarem armados em machos engatatões e convencidos.

A facilidade com que estes D. Juan descartam as mulheres que não preenchem todos os requisitos deles é a mesma com que eles acabam por ser descartados pelas mulheres que mais lhes interessam. Está na hora de aprenderem que as mulheres também vos vão trair e substituir se não estiverem satisfeitas, e também estão cada vez mais difíceis de satisfazer.

Cada vez conheço mais mulheres a trair nas relações, nos namoros, nos casamentos, porque os companheiros estão demasiado centrados no ego para perceberem que elas estão insatisfeitas. Tal como os homens, as mulheres também têm vários pretendentes, e muitas possibilidades serem admiradas, respeitadas e bem tratadas por homens tão ou mais interessantes do que os que têm em casa.

E se pensam que por ser fisicamente atraentes estão seguros, não se iludam. Aquele gordinho barrigudo pode perfeitamente ser mais divertido do que vocês, e se tratar a vossa mulher melhor... já está! Mulheres insatisfeitas são como radares ambulantes, atraem ainda mais homens! Está na hora de se olharem ao espelho, medirem as vossas atitudes, a forma como se vêem e a forma como nos tratam. Por melhores que possam ser, vocês não são nem nunca serão os únicos.

domingo, 6 de maio de 2012

Rapidinhas

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A caminho das 4h da manhã, ligeiramente tocada por umas cervejas irlandesas, tenho uma vontade súbita de escrever... sobre rapidinhas (porque tenho de ir dormir em breve).

Nunca pensei muito sobre a questão, até perceber que esta prática não é apreciada pela maioria das minhas amigas (e de alguns amigos também). Odeio rapidinhas é uma expressão muito presente nas conversas femininas, e eu não podia deixar de mostrar a minha discordância.

O argumento das relutantes baseia-se na importância da qualidade VS quantidade. Meus queridos, acredito que o sexo é das poucas áreas que nos permite ter quantidade e qualidade em simultâneo, é por isso que é tão viciante (pelo menos para mim)! Quando mais f*do, mais me apetece! Assumindo que o sexo de qualidade seria passar uma noite inteira às cambalhotas, o que vos impede de (TAMBÉM) dar uma rapidinha na hora de almoço?! (Se a resposta for limitações físicas, sugiro que pensem em fazer mais exercício... falando em exercício, conheço um bastante interessante!) Haja vontade, e há lugar e tempo para tudo, não precisam de escolher!

Também não concordo que as rapidinhas não sejam românticas. As nossas acções são tão românticas como nós, e se eu estiver apaixonada, não me vou sentir menos apaixonada por dar uma no elevador. (Coisa que ainda não aconteceu, porque as minhas experiências neste local foram quase sempre interrompidas. Não recomendo que o façam no elevador da própria casa, pode ficar constrangedor olhar os vizinhos nos olhos depois disso...)

Todos temos obrigações profissionais e sociais a cumprir, e não há tempo para espalhar pétalas de rosa na cama, acender as velinhas e desaparecer por um par de horas sempre que nos apetece. Mas dá para trocar um sorriso sacana, desaparecer sorrateiramente e ir até à casa-de-banho ou dar uma volta rápida de carro. Recordo com um sorriso certa vez em que fui obrigada a ausentar-me de uma festa, da qual era anfitriã, para um destes passeios. Valeu a agilidade das meias-ligas e o fogo daquele homem (de quem já vos falei antes), para tornar uma noite muito agradável numa noite memorável.

Acredito que se a rapidinha for a única actividade sexual do casal, nenhum dos dois se sentirá plenamente satisfeito e a parte emocional também não será, de todo, compensatória. Qualidade exige tempo e dedicação, é verdade. Mas em momentos específicos, as rapidinhas são excelentes para apimentar relacionamentos. Quantidade? SIM!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Ele só me quer comer"

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Este é um dos maiores dramas das mulheres neste século. Os homens estão demasiado focados na sexualidade e não querem nada sério. No feminino, a sensação é desagradável e faz mal à nossa auto-estima. Ninguém gosta de se sentir um objecto, e ninguém devia permitir-se a esse sentimento.

Mas, sem querer defender estes ordinários, vejo cada vez mais mulheres a usar homens como objectos também, só não o fazem de forma sexual. Minhas amigas, quando saem com homens por causa do dinheiro deles e de todo o status que isso vos pode trazer, estão a usá-los como objectos também.

E atrevo-me a ir ainda mais além. Muitas vezes, as mulheres que só pensam em namorar e ter um relacionamento sério também acabam por ver os homens como objectos -  objectos para as suas fantasias de namoradas e de casalinhos perfeitos. A personalidade daqueles homens nem interessa, eles são automaticamente, aos olhos destas mulheres, namorados em potencial.

E quanto às meninas que ficam revoltadas porque foram para a cama e o tipo não ligou no dia seguinte, a minha resposta é simples. MAS ESTAVAM À ESPERA DE QUÊ? Como é que se podem sentir usadas por alguém que mal conhecem? Pelo menos fazem um esforço para perceber por que é que ele não ligou?

Uma das coisas que mais me irrita é que queiram assumir uma relação comigo sem me conhecer, que se desfaçam em clichés sem tentar ver além do óbvio. Pessoas desesperadas por relacionamentos sérios, acabam por se envolver com qualquer pessoa, com a primeira que aparece, mas isso não é gostar do outro, é gostar de ter alguém. Conheci há alguns meses um tipo que me adorava depois de ter passado uma tarde comigo. Hoje provavelmente nem se lembra do meu nome (e para ser sincera, raramente me recordo do nome dele também).

Do mesmo jeito que muitos homens só nos querem comer, muitas mulheres (e alguns homens também) só querem uma relação, seja com quem for, e ambos os tratamentos transformam a outra pessoa em objecto. Mas moralmente, sexo é mau e namoro é bom. Quem quer apenas sexo, não presta; mas quem quer uma relação, sem sequer se dar ao trabalho de conhecer profundamente a outra pessoa, é uma pessoa de valor. (Mas que valor?) Devíamos namorar com quem gostamos, porque gostamos, e não porque a sociedade nos diz que devemos namorar.

Baseada nesta dualidade, já afastei da minha vida muitas pessoas extraordinárias... mas estamos sempre a aprender!

sábado, 21 de abril de 2012

Casamento em Paris (uma história de amor com tudo... menos amor)

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Esta não é uma história feliz.

Apaixonei-me por Paris ainda antes de lá ter ido. Quando fui pela primeira vez, apaixonei-me de novo, e sempre que lá regresso, o sentimento renova-se. Tenho um fascínio especial por grandes cidades, desde a arquitectura às pessoas, e Paris... Paris é a cidade romântica, sofisticada, a cidade da arte e dos artistas, a cidade da luz e dos iluminados. Mas o que gosto mais em Paris, é que em nenhuma outra cidade do mundo me sinto tão em casa.

Conheci numa viagem um jovem engenheiro que lá vive. Fomos jantar, bebemos um bom vinho e acabamos por cair nos braços um do outro.

E muito haveria para contar se os meus sentimentos fossem equivalentes aos dele, mas nunca me consegui apaixonar. Falávamos diariamente pela Internet e encontrávamo-nos em viagens, mas em mim faltava sempre alguma coisa.

Na minha última estadia em Paris, e apenas após 3 meses de "relacionamento" (nem sei que nome dar ao que tivemos) ele pediu-me em casamento.

Ele tem um nível de vida muito, muito superior ao meu... É rico, muito rico! E estava disposto a proporcionar-me uma vida de rainha, na cidade dos meus sonhos. Foi nesse dia que percebi que prefiro ser uma plebeia apaixonada do que uma rainha sem amor.

E assim vos escreve a Solteira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

metaphysics

Há dias em que me aborreço com esta coisa toda de engatar miúdas, dos one nigth stands e dos joguinhos; e dou por mim a pensar que levo uma vida um pouco fútil… depois, vejo um bom decote e esse sentimento desaparece logo…
Era neste estado que me encontrava aqui há dias e, por isso, decidi ir até a um bar humedecer um pouco a alma. Lá estava eu, sossegado da vida, concentrado nas angústias existenciais inerentes ao charme que me acompanha (isto às vezes não é fácil, acreditem), atentando sobre as questões metafísicas da vida e dos costumes, e, quando levanto o olhar, vejo aquele pequeno trecho de um par de seios que se adivinhavam duma magnificência transcendente. Eu sempre fui muito bom no que toca a enigmas! Ou seja, não me enganei!
Levantei-me e fui, ascético, ao encontro das respostas às minhas inquietações.
Olhei-as directamente na alma e disse: Aqui estou. Creio que andavam à minha procura.
Elas mantiveram-se silenciosas, respondendo apenas com um balançar sensualíssimo e vertical, como que dizendo: Finalmente, chegaste, Pii.
Decidi chamar à Gatekeeper, que trazia consigo a essência do mundo, Sophia (pois eu sabia que o meu conhecimento carnal seria elevado a um nível superior, a princípio, e, depois, desceria ao centro daquele corpo que ignorava ainda o prazer último de ser glorificado até à transcendência).
Conversamos um pouco, mas o momento era demasiado intenso para palavras e decidimos, portanto, numa troca de olhares cúmplice do desejo e da luxúria, rasgar a noite com gemidos de uma eloquência tal que acordamos todos os vizinhos, desde o rés-do-chão até ao 13° andar.
Finalmente, o universo veio dizer-me que a elevação espiritual tem um preço: 90 euros de multa por incomodar os vizinhos! F**k! .|.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Desistir ou persistir?

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Em quase todas as relações, há uma fase em que surge esta dúvida. As coisas não correm sempre bem a há alturas em que temos de tomar decisões. A questão que se coloca é se vale a pena lutar pela relação ou se se deve partir para outra.

Eu tenho personalidade claramente dominante, sei sempre o que quero e o que não quero, e tenho plena noção do meu valor e daquilo que mereço. Presunção ou realismo, a verdade é que no que toca a relações, tenho-me em boa conta. Sou boa pessoa e acredito que mereço alguém à minha altura (e digo-o também literalmente… já tive namorados mais baixos, mas lá chegaremos).

O problema é que na hora de decidir, desisto sempre. Não sou muito tolerante com os defeitos dos outros e exijo sempre o melhor de toda a gente, tal como de mim mesma. Pessoas menos decididas ou com auto-estima menos elevada tendem a aceitar mais facilmente os defeitos e as limitações dos outros.

Vantagens há muitas, mas a maior é que há muitos anos que não me permito ser infeliz numa relação, e não sou.  Faço parte daquela ínfima parte de pessoas que se orgulha de todas as relações que teve e só recorda os bons momentos. A principal desvantagem é que nunca me apego muito e, como desisto com facilidade, não chego a testar toda a potencialidade das relações.

O que posso garantir é que, se algum dia, encontrar alguém que me faça acreditar que vale a pena, vou persistir (e as peruas que saiam da minha frente porque arranco olhos)!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vazio

Fonte
Esta não é uma história alegre. Esta uma história de solidão.

Tive uma relação que durou mais de um ano com o H, o típico homem que todas as mulheres procuram: bonito, interessante, inteligente e muito bem sucedido profissionalmente. Tudo nele parecia perfeito, menos ele!

Sempre nos demos bem, sem grandes discussões ou confusões. Gostávamos muito um do outro (ambos demos provas disso), mas havia um vazio tão grande...! Inicialmente, quando estávamos juntos, tudo corria bem, mas assim que ele se ausentava, voltava aquela sensação de vazio, de insuficiência.

Mais tarde, com o passar dos meses, a sensação de vazio estava sempre presente, mesmo quando o H também estava. Nunca consegui compreender o que gerava aquele sentimento que me fazia tão infeliz, mas fui obrigada a terminar a relação. Foi uma perda difícil de superar, e a fasquia ficou muito elevada - afinal, ele é o homem quase-perfeito - mas nunca mais me senti tão só como me sentia com ele!

Para esta relação e para todas as que não conseguimos compreender, resta-nos a fé para acreditar que algures no mundo há alguém que nos faça mais felizes, simplesmente porque sim.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Chupa-me"

Fonte
Tenho uma amiga toda engomadinha. Daquelas louras com franjas simétricas que passam duas horas em frente ao espelho antes de sair de casa. Aquelas que não dizem um palavrão nem elevam o tom de voz mesmo que estejamos perante uma invasão alienígena.

Pois é, a C teve uma paixão bastante frustrante no verão passado. O betinho em questão, tinha um hábito (bastante comum) e pouco popular entre certas ladys: receoso de que ela se esquecesse do que tinha a fazer, fazia questão de a lembrar, empurrando-lhe a cabeça e usando a expressão simpática que serve de título a este post.

A C não era grande apreciadora do acto nem da expressão, e a paixão durou pouco tempo. Fica o conselho, se tiverem mulheres inteligentes, não precisam de lhes dizer o que fazer: NÓS SABEMOS! Insinuem com inteligência, mas não digam ou façam nada mais "agressivo" sem saber bem que solo estão a pisar. Saber esperar é uma virtude, e a recompensa costuma valer a pena...

Ahh, já agora, se querem ser úteis nessas horas, podem sempre segurar-nos o cabelo que isso nós até agradecemos!

Contratempos e desastres nos encontros

Fonte
Toda a gente se esforça por ter encontros perfeitos, por causar uma boa primeira impressão, por fazer tudo certo. Eu não.

Há alguns anos, meti-me nos copos com um amigo e acabei a vomitar-lhe nos pés, depois dele me ter beijado. Semanas depois, tornou-se meu namorado.

Noutra altura, conheci um jovem engenheiro bastante interessante numa festa. Acabamos a noite a rodopiar e eu consegui encastrá-lo num arbusto. O resultado foi uma cicatriz no nariz (dele) que se fez notar por mais de meio ano, e uma relação séria que mantivemos por cerca de um ano.

Às vezes, acontecimentos que julgamos trágicos mostram-se bastante benéficos, pois proporcionam momentos inesquecíveis que, com o tempo, se tornam engraçados. Se vos acontecerem verdadeiras tragédias, usem o charme para remediar a situação. Não há nada que um sorriso e sentido de humor não consigam resolver. Eu não crio mentiras nem esquemas para disfarçar pequenos contratempos. Assumo o que corre mal e rio da situação. E quando eles se rirem de mim, eu já me ri antes!

terça-feira, 27 de março de 2012

Como (ser enganada e) acabar com as mamas espetadas numa webcam


Eu sou a Solteira e, como hão-de perceber, sou uma romântica, voltada para relações sérias, estáveis e tradicionais... ou não.
Numa das minhas inúmeras noitadas, cruzei olhares com o P na discoteca. Fixei os olhos nele e esperei que se aproximasse. Eles sempre se aproximam. Ele é mais velho do que eu, loiro, lindo, de olhos azuis como o céu. Rimos, dançamos, bebemos, fumamos e cada vez que nos olhávamos, a atmosfera pegava fogo.

Fonte
No fim da noite, deixei-lhe o meu contacto num guardanapo molhado... e desapareci, sem me despedir. O número dissolveu-se, mas o P e eu encontramo-nos, porque a Internet é fantástica e permite-me encontrar quem eu quero...

Fomos conversando no skype durante semanas, e acabamos nisto do cybersex. Não se podia esperar mais nada de uma nerd como eu. Algures no mundo, há uma cybercornuda, pois o P tem uma namorada, muito bem escondida.

E assim acabei eu com as mamas espetadas numa webcam, enquanto partilhava orgasmos com ele. Missão cumprida! Pelo menos rendeu alguma coisa...!


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