domingo, 18 de novembro de 2012

Desprende-te! Tem de ser.

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O teu toque já não me causa arrepios, os teus defeitos já não são tão atraentes como eram. Martini com a raparigas tornou-se muito mais agradável do que a tua (que costumava ser quente) companhia. Os teus beijos passaram a ser apenas uma forma de estragar o meu batom.

Não mintas, os teus olhos insatisfeitos denunciam-te. Também estás infeliz.

Não precisamos de continuar nisto, sabes?! Podemos sair e deixar o filme a meio. As nossas tentativas não foram suficientes e esta relação já me roubou o sorriso. E ninguém deve viver sem o sorriso.

Faltaram palavras, e actos, e surpresas. Faltaram aqueles momentos de cortar a respiração. Sobrou o tédio. Não florescemos na Primavera, e agora já é Outono, e sabes que gosto de ver as folhas cair, mas não quero vê-las contigo.

Vamos despedir-nos do tédio e apanhar boleia rumo ao infinito com algo novo. Não é o fim do mundo, é apenas uma despedida... apenas mais uma. Desejo que sejas feliz, porque eu vou ser, e não quero sentir-me culpada por isso. Alimenta a tua alma. Arrisca. Abre a porta e sai. Do outro lado deve ser melhor. Tem de ser melhor.

sábado, 17 de novembro de 2012

De menos ou de mais?

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Quantas vezes achamos que alguma coisa não nos serve porque "não é o que tínhamos em mente", não aconteceu como nós achamos que "devia" ter acontecido, está fora dos nossos planos...?

O ser humano tem medo de tudo aquilo que desconhece, de tudo o que o ultrapassa. Grande parte das pessoas rejeita o que está fora dos padrões da normalidade, porque parece perigoso e arriscado. Mesmo os mais corajosos, adeptos de grandes aventuras e de correr riscos, acabam por ser mais reservados numa ou outra área da vida.

Será que todas as vezes que consideramos que alguma coisa não nos bastava, é porque era insuficiente para  nós, ou será que rejeitamos porque era grande demais? Será que isto acontece com o amor? Será que não conseguimos amar quando a paixão é intensa demais e nos cega ao ponto de nos fazer pensar que não há mais nada além da paixão? Será que se pode desejar de forma tão avassaladora, que todos os outros sentimentos acabem por ficar à sombra desse desejo? Será que, numa situação destas, há desejo de mais ou amor de menos? Será que há quantidades certas para se sentir?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E viveram felizes para sempre...

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Ser feliz para sempre... Não é o que toda a gente quer?

Encontrar o balanço perfeito entre o amor e a paixão não é fácil nem acontece com toda a gente. Se calhar, é daquelas coisas que pode acontecer uma vez na vida, ou mais algumas, se tiveres sorte, mas também pode nem acontecer.

Às vezes questiono-me: o que acontece depois do "felizes para sempre"? Segundo as histórias que nos contam desde o berço, o estado "felizes para sempre" começa com o casamento. Mas porquê? Não pode ser de outra forma, sem termos de seguir regras e ordens hierárquicas que nem sequer foram decididas por nós?

Quando conheci o M, ele disse-me que seria um péssimo namorado e sugeriu-me que fossemos amantes. Só a palavra já me ofendeu. AMANTE? Eu? Talvez por nem saber o que significava ser amante, sabia que não queria, queria ser namorada. Nos primeiros 3 meses seguimos as regras dele, e fomos amantes, nos seguintes tornamo-nos namorados, como eu precisava.

No tempo que fomos amantes, viajamos, subimos montanhas, tivemos jantares de sonho, dançamos tango, fomos a muitas festas, conhecemos muitas pessoas, bebemos martini, passamos horas a falar e a apontar lanternas para o tecto, passamos noites ao luar, a olhar as estrelas, tornamo-nos muitas coisas, mas especialmente grandes amigos... todas as vezes que precisei dele, ele esteve comigo.

Quando passamos a ser namorados, tínhamos mais estabilidade, mais segurança, mas mais pressão exterior também. Comecei a pensar no futuro, tão preocupada em começar a "ser feliz para sempre" que nem percebi que já era. Por estarmos numa relação, ele deixou de fazer as coisas que fazia quando éramos amantes, quando tinha de me conquistar e surpreender todos os dias.

Talvez o amor funcione melhor a dois, talvez as convenções sociais não devessem ter tanta importância, talvez cada casal devesse encontrar a sua forma de existir... Talvez ter um amante, melhor amigo, cúmplice seja melhor do que ter um namorado, e talvez se torne marido melhor... ou talvez nem precise de ser um marido para fazer alguém "feliz para sempre". Sempre fui criativa, sempre fiz tudo à minha maneira, e acabei por cair na armadilha do "dever ser" do amor e da felicidade.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Nunca amei ninguém"

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Comecei recentemente a ver o Sexo e a Cidade. Nunca tinha visto a série, apesar de já ter sido transmitida na TV há algum tempo. Entre amores e desamores, dei por mim a contar os meus, que não se pode dizer que sejam poucos.

Quando o assunto é amor ou, principalmente, a falta dele, gosto de conversar com o S... e foi o que fiz depois de um "date" fantástico e meia dúzia de episódios da série.

O S acredita que o amor é incondicional, que é "dar o pescoço por alguém", que não tem volta a trás, mas nunca amou (romanticamente) ninguém! Dou a mesma consideração à opinião sobre o amor de quem nunca amou como a assuntos de sexo por virgens. Podem até convencer toda a gente, mas falta a experiência... bem... falta TUDO!

Confessou-me que em 30 anos de existência, amou (e ama) apenas a mãe, o pai e os irmãos. Acho doce e absurdo ao mesmo tempo. Como é que se vive um terço da vida sem descobrir o amor? Quão triste será isso? Não sou defensora de ter um amor por semana, mas nenhum também não me parece "saudável" (ainda que seja mais seguro).

Admiro-me especialmente por ele ser um homem relativamente interessante, sociável, atraente e que gosta de experimentar a vida em todas as suas formas. Mas como é que se experimenta a vida sem experimentar o amor?

Pensando mais profundamente sobre o tema, encontramos o elemento comum a todas as pessoas que ele ama: são pessoas PRÓXIMAS, com quem ele passou parte da vida. O amor precisa disso, de convivência, envolvimento, partilha de experiências e emoções, a full time. Não se deixa de ser filho nem irmão, é para sempre e está sempre lá... mesmo quando nos irritamos com as pessoas que amamos, não temos opção senão continuar a amá-las porque não as podemos apagar ou substituir. E isto é o extremo oposto da postura do S com o romance: sem entrega, sem partilha, sem proximidade, sem convivência.

O amor da família não se escolhe, provavelmente é só por isso que algumas pessoas amam e são amadas, porque não podem fugir. O amor romântico envolve escolha, nós percebemos quando nos estamos a envolver e conseguimos evitar... talvez por isso algumas pessoas o evitem a vida toda, de forma voluntária ou involuntária.

Eu amo-me demais para me privar de uma vida em que não possa amar mais alguma coisa além de mim. Como já escrevi noutras bandas: "Um dia vais perceber que mais importante do que conquistar o mundo, é conquistar o amor de alguém disposto a conquistar o mundo contigo. O mundo por si só é um lugar solitário."

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Engolir?!

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Não! E nem vou usar o argumento das doenças transmitidas através do sexo oral, no meu caso, é nojo mesmo. Que posso fazer? Sou nojentinha! Não o faço, não quero, não me apetece! Não tenciono levar o sentido de comer alguém tanto à letra.

Não conheço nenhuma mulher que o faça por gosto, as muito poucas que assumem fazê-lo, fazem por vontade de agradar, mas não têm nenhum tipo de prazer em fazê-lo. Queixam-se do sabor ácido, do cheiro desagradável e da espessura "nojenta". (Palavras delas!) Obviamente haverá excepções, mas eu não as conheço.

Não entendo essas relações de submissão, nem sequer entendo o desejo de gozar na cara das mulheres. E não entendo nem aceito esse tipo de manipulação que alguns indivíduos fazem, com pedidos de "provas de amor", ou promessas de "ter em consideração" o acto, ou "medir a confiança e o companheirismo".

Mulher nenhuma deve fazer o que não gosta só para agradar ao companheiro. Alias, ser companheiro é perceber o que é desconfortável para o outro, e não fazer exigências ou cobranças.

Meninas, não se deixem manipular. Sexo é para ser fonte de prazer PARA OS DOIS. Não vale um estar em sofrimento para satisfazer o outro. Mas se gostarem de o fazer, então força nisso! Longa vida às pessoas cheias de coragem e vontade!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Amigos coloridos

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Desde que me lembro de mim enquanto mulher, sempre me recordo de dizer às minhas amigas "faz da vida um arco-íris, arranja amigos coloridos". É uma daquelas coisas que acabamos por dizer mais ou menos da boca para fora, que achamos engraçado, mas nem tem muito a ver com a nossa forma de viver.

Cada vez mais tenho pensado nisso. Depois de mais de 10 anos e arriscar em relações (sem grande sucesso, por culpa dos parceiros, claro está!) começo a ponderar se não está aí a solução para a minha vida amorosa.

Do amor, já me cansei de procurar, o romance está pela hora da morte e eu não tenho perfil de defensora de causas perdidas. É tentadora a ideia de ter companhia(s) sem ter de me preocupar... é tentadora a ideia de viver a vida como um homem. Sofre-se menos, vive-se mais. Vejo tanta gente infeliz em relações, que acho que o meu pote de ouro está escondido por outras paragens!

É caso para dizer que sou solteira e vou continuar assim... e alguém vai ter de ser FANTÁSTICO para mudar isso!

Intuição

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Dizem que a primeira impressão é sempre a correcta. Quando conhecemos uma pessoa e por alguma razão não vamos com a cara dela ou não nos inspira confiança, devíamos ficar por aí mesmo.

Não há nada que possa garantir a veracidade desta teoria, mas facto é que, todas as vezes que me "esforcei" para gostar de alguém, mais valia ter ficado quieta.

Nunca fiquei grande amiga de pessoas com quem não simpatizei à primeira vista, raramente me surpreendem positivamente e quando, por alguma razão, a intuição me diz que devo ficar longe de algumas pessoas, a vida mostra-me que estava certa. Quando a intuição me diz que o mundo está cheio de filhos da p*ta, não vale a pena contrariar, meus amigos! É a inegável realidade!

O 6º sentido feminino é mais poderoso do que imaginamos. Devíamos dar mais ouvidos a quem sabe sempre o que é melhor para nós: NÓS! Não é fechar a mente para com as outras pessoas, é abrir os olhos! Só abrir os olhos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Reclamação feminina: mau sexo, muito mau sexo

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Tenho muitas amigas, que contam muitas histórias, de muitos romances e de muitas más f*das. Confesso que conheço melhor as queixas femininas, provavelmente os homens terão outras tantas, mas as mulheres andam muito insatisfeitas.

É a frequência que está muito aquém do desejado, o parceiro que termina antes dela começar, a falta de empenho, o egoísmo... O que se passa com os homens?

Refiro-me a casais cujas mulheres são lindíssimas, interessantes e cheias de vontade... mas cada vez mais frustradas por não terem companheiros à altura, por viverem com homens que não lhes querem tocar, ou que quando tocam, mais valia terem ido passear o cão. O que é que essas mulheres fazem? A maior parte finge orgasmos ou arranja amantes. É por estas e por outras que mais vale estar só do que insatisfeita na cama.

Neste século já não há lugar para egoísmo, falta de sensibilidade e de empenho. As mulheres esforçam-se para estar ao nível das actrizes porno, fazem coisas impensáveis para as gerações anteriores, mas alguns homens ainda não sabem que há mais no corpo da mulher além do óbvio.

Homens, para aqueles de vocês que dedicam parte significativa das vossas vidas a tentar levar-nos para a cama: PELO MENOS FAÇAM-NO BEM! Já não se aguenta tanta mulher mal comida! Esforcem-se mais um bocadinho.

A gaveta dele

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Como é que medimos a importância das pessoas na nossa vida? Com o passar do tempo, vamos conhecendo muita gente, coleccionando paixões e às vezes até temos dificuldade em distinguir o que foi realmente sério.

Na altura parece sempre tão intenso, mas quando passa, passa tão rapidamente que é como se nunca tivesse existido, e quando nos cruzamos com as pessoas que um dia foram parte da nossa vida, nem nos lembramos por que o foram.

Quando penso no passado, a balança da vida tende a dar mais peso ao que causou mais dor, mas só porque doeu mais, não significa necessariamente que tenha sido o mais importante.

Um destes dias, veio-me à memória a coisa mais séria que já fiz numa relação: cedi-lhe uma gaveta no meu armário. A ideia de ter alguém na minha casa, sufoca-me, mas quando lhe disse "podes deixar aqui as tuas coisas, o que quiseres" senti-me tudo menos sufocada. Anos se passaram, e ainda ninguém ocupou aquela gaveta. Às vezes penso que nunca o devia ter deixado...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vem-te (e não voltes!)

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Esta é a história do fim daquilo que podia ter sido uma relação, mas nem isso foi.

É impressionante como a nossa mente nos prega partidas. Pessoas que gostam de desafios e não aceitam perder, às vezes caem nestas armadilhas! Desde que me enrolei com ele, achei que me podia apaixonar - o que é raro - mas podia... até podia. Só que são precisos dois para dançar tango, e ele não caiu na ratoeira. Como não sou mulher de aceitar bem derrotas, decidi, de alguma forma, perder o meu tempo a fazê-lo apaixonar-se. Não aconteceu.

Esta é a história de como, depois de nos enrolarmos, decidimos ir às nossas vidas. É a história de como perdê-lo - aquilo que me pareceu um pesadelo no primeiro par de horas - se transformou no maior alívio que senti nos últimos meses!

Esta é a história de como a lógica vence qualquer partida mental que a carência possa pregar. E, no fim de contas, é a lógica que me diz que viver ao lado dele seria um inferno constante, por muitas razões, mas a maior é que ele não queria viver ao meu lado.

E sabem uma coisa? Dizem que se abre uma janela quando fechamos uma porta... eu já abri duas, e qualquer uma das vistas me parece mais alegre do que a que via da porta dele.

Ah, e pelo menos, desta vez dei a F*DA da despedida, e digo-vos, se eu andasse só atrás de um pedaço de carne, teria ficado com ele mais uns tempos! Mas isso é o que ele é. E eu não sou melhor nem pior, sou EU, e vou continuar a ser o que me apetecer, a apetece-me ser valorizada.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sexo e mais nada

Hoje falei com um amigo, daqueles que mesmo estando noutro país é e sempre será o homem mais próximo de mim, talvez o único que me entende verdadeiramente.
Contou-me as aventuras sexuais, sempre e só aventuras sexuais. Que eu também gosto de sexo, não é novidade, mas... e não há mais nada? Não falta nada? Ano após ano, de sexo sem "nada". Disse-me ele que as mulheres não querem amor, não querem romance, não se querem envolver. Agora, as mulheres são como os homens sempre foram.

Sempre fui defensora da igualdade entre os géneros, inclusive no que respeita a sexo, mas assusta-me que também as mulheres estejam a perder o romantismo. Este sexo vazio que mais parece uma masturbação assistida, sem intimidade, sem carinho, sem entrega, tem cada vez mais adeptos, profundamente solitários, que vivem para "o momento".

Muitas seriam as palavras que eu podia escrever sobre isto, mas vou apenas deixar o meu luto, porque dia após dia, tenho reparado que posso ter errado ao criar este blog. Já não sei se o romance está vivo. Parece-me que está a morrer um pouco mais a cada dia. Aqui fica o meu luto ao amor.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades

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O assunto mais comum entre as mulheres é a "falta de homens decentes para namorar". A reclamação já não é nova, mas o número de mulheres a reclamar é crescente. Já me questionei se estaremos a procurar no lugar certo, pois sei que os homens se têm queixado do mesmo.

É natural que se demore algum tempo até encontrar alguém que se ajuste a nós, de entre esta infinidade de possibilidades.

No tempo das nossas avós, era mais óbvio: a mulher dependia do homem para trazer sustento à casa; o homem dependia da mulher para cuidar da casa, da comida, da roupa, dos filhos. Mas bem-vindos ao progresso! Agora as mulheres sustentam-se a si próprias e os homens têm máquinas de lavar roupa e sabem cozinhar!

Isto parece o fim do amor, mas devia ser a porta para um amor mais verdadeiro, mas sincero, mais desinteressado. Hoje em dia, para estar com alguém é preciso muito mais do que a necessidade, é preciso QUERER. É preciso desejar e ter a capacidade de se abrir e entregar a outra pessoa por opção. O problema é que nem todos estamos prontos para isso. Alguns procuram apenas corpos, momentos, sexo. Outros procuram um exemplo surreal e inexistente de mulher/homem, e não se querem entregar até encontrar essa fantasia. E desejamos sempre mais o que não podemos ter, o que não existe.

E nessa espera pelo príncipe/princesa perfeito(a), não damos oportunidade aos outros, aos de verdade, nem a nós mesmos. Estamos cada vez mais exigentes, não aceitamos os outros como eles são, e nem somos capazes de enxergar os nossos defeitos. E também falta vontade, de dar, de se dar, de partilhar. É mais fácil viver com as "múltiplas possibilidades" de ser solteiro e dar prioridade à carreira profissional do que se entregar a outra pessoa.

Pois... estar numa relação não é fácil, exige aprendizagem, crescimento, evolução... mas parece que o individualismo doeste século nos leva a preferir crescer sozinhos, isolados. O egoísmo dita as regras e grande parte das pessoas não quer mudar, não se quer entregar, não se envolve, tem medo. Medo de falar, medo de sentir, medo de falhar. Acredito que todos temos medo, principalmente depois de nos terem partido o coração em relações anteriores, mas privarmo-nos de relacionamentos por causa disso é deixar de viver, privar-se de novas experiências, novas descobertas, novas vitórias.

Onde é que isto nos leva? A uma onda de relacionamentos que terminam antes de ter a chance de começar.  A uma infinidade de pessoas tristes, depressivas, profundamente sozinhas, mesmo que rodeadas pelas agitadas multidões das maiores cidades. É preciso reaprender a viver, a entregar-se, e assim, a amar.

Carta Aos Homens de Hoje (por Casal sem Vergonha)

Fonte (foto)
Visto aqui, num portal brasileiro destinado aos homens. Tinha de ser partilhado.

"Vem aqui. Vamos conversar. Calma, você não precisa dizer que odeia DRs porque isso é o que se espera dos homens com H de verdade. Homem que é homem não fica filosofando sobre e nem dando atenção às picuinhas oriunda das férteis mentes femininas – não é o que seus amigos diriam?

O fato é que andam dizendo por aí que você e seus parceiros machos estão mais perdidos do que quando tentam encontrar a margarina camuflada na geladeira. Vocês vinham ali, tranquilos, peneirando a farinha enquanto a mulherada chegava com o pão quentinho. Porque antes, pra ser um homem de respeito, bastava ser o provedor do arroz com feijão de cada dia. Bastava ter uma caranga decente. Bastava não chorar na frente dos brothers.

Quem iria imaginar que elas, entre uma receita de pudim e uma troca de fraldas, chegariam lá. Passaram a ganhar tanto quanto vocês. Se o homem não estava disposto a cuidar dos filhos, elas se multiplicaram como mulheres maravilhas – cuidaram da casa, da cria e da empresa. Em troca, ganharam liberdade que um dia lhes foi negada. O porto seguro do macho tradicional havia desmoronado.

Mas calma, isso, meus caros, não significa que elas lhes querem mal – e nem que não te querem mais, como diria Lulu Santos. Elas apenas estão em busca de outras coisas, já que já podem assinar o cheque e dirigir sozinhas. Sim, elas já podem pagar suas contas, mas não é por isso que não querem mais a presença masculina em suas vidas. Confesso, algumas se pudessem virariam lésbicas para poder lidar com seres mais semelhantes, mas como orientação sexual não se escolhe, vocês ainda são desejados. E muito. A gente conta como:

Sim, elas gostam de sexo hard. Mas não daquele sexo no estilo coronelista deite-que-vou-lhe-usar. Muitas vezes elas querem mesmo que você seja dominante – mas só porque sabem que é brincadeira. No fundo no fundo estão conscientes que, se quiserem, elas ditam as regras do jogo. E somente a pegada forte não basta – elas querem o combo completo – alguém interessante na cama e fora dela.

Elas adoram o corpo malhado do professor da academia mas se ele estraga tudo quando abre a boca, o tesão logo despenca mais rápido do que peito de vó sem sutiã. E elas não se conformam com a limitação masculina de se contentar somente com um peito ou uma bunda redonda. Se for só isso então, que chato.

Elas ainda se derretem com flores mas se elas chegam sem cartão perdem 90% da graça. Elas sabem que se quisessem mesmo uma flor pra enfeitar a sala, poderiam ir na floricultura da esquina e comprar uma a qualquer instante. Teria o mesmo valor.

Elas abominam caras mimados que foram criados pela mãe com maçã raspadinha mas seus olhos brilham diante de caras sensíveis. Porque homens sensíveis se identificam com uma parte do universo delas e, portanto, se tornam mais interessantes. De que adianta assistir Marley & Eu acompanhado se o cara do lado te pede pra passar mais um pedaço de pizza de calabresa bem na hora em que o cachorro está sendo enterrado?

Elas acham bacana quando você paga a conta, mas somente quando percebem que você o fez por gentileza, e não porque quer quer ela faça um deep throat mais tarde. Assim como elas gostam de retribuir e pagar a conta em outras vezes porque – afinal – ganham tanto quanto vocês.

Elas já sacaram que pro sexo ser foda – literalmente – não basta que ela seja gostosa e nem que você tenha um pintão. Querem sentir prazer sim – demoram o tempo que necessitarem pra gozar e admiram os caras que esperam o que for pra observar aquela cena. Elas também gostam de retribuir – sabem que boquete deixou há tempos de ser coisa de vadia e irão fazer um dos Deuses se acharem que você merece – ah e é claro, se você também tiver depilado a mata atlântica, afinal ela não admite mais ser a única vítima da cera quente.

Se foi bom, elas vão ligar no dia seguinte, não porque estão desesperadas para arrumar um marido e ter uma penca de crianças pela casa, mas porque se utilizam muito bem do seu poder de escolha e porque já enjoaram mais do joguinho do cu doce do que de banco imobiliário.

Elas tendem a se encaixar nesses itens que acabou de ler, mas não se surpreenda se encontrar representantes dessa nova geração feminina que fujam totalmente à regra – afinal, elas conquistaram o poder da liberdade e o honrarão com unhas (pintadas, somente se quiserem) e dentes. Cabe agora aos homens perceber que um bolso cheio sozinho não mais adianta de nada, e que se elas ainda pedem para eles abrirem os potes de azeitona é somente porque os acham fofos executando essa função."

Estou em completo acordo com cada palavra aqui escrita!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Necessidades

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Ninguém me satisfaz. Mais de uma década de tentativas falhadas na busca de alguém que me conforte a alma e não deixe espaço para dúvidas, incertezas, satisfações, mas chega sempre o inevitável dia em que não aguento, sufoco na imensidão do vazio.

Não custa terminar, passado algum tempo ambos estamos num novo relacionamento e os mesmos enganos repetem-se, sem fim. Se calhar não paramos para reflectir sobre o tipo de expectativas que temos quando entramos num relacionamento amoroso. 

Tentei dividir as necessidades amorosas em 4 tipos: as fundamentais, as negociáveis, as absurdas e as impossíveis. As fundamentais são aquelas coisas que dão significado à relação: amor, parceria, lealdade, companheirismo, etc. 

As necessidades negociáveis estão relacionadas com os nossos gostos (como comida favorita, gosto musical, sítios a frequentar, local de férias...). São aspectos flexíveis que pessoas maduras conseguem negociar facilmente, fazendo convergir e funcionar no relacionamento. 

As necessidades absurdas são aquelas que, quando pensamos sobre elas, temos vergonha de as termos desejado! “Queria que ele me entendesse sem que eu dissesse nada“. Minhas queridas, telepatia está fora de questão! O amor não envolve nenhuma categoria de adivinhação! Senão, imaginemos que estes desejos se realizavam. “Queria que ele me desse sempre atenção!“ - conseguem imaginá-lo a olhar para a nossa cara 24 horas por dia?!  “Queria que ele estivesse sempre do meu lado“ - e pronto, lá andava ele, a seguir-nos para todo o lado, inclusive para o WC! Ahh! Amor de m*rda! Pois é, a melhor forma de saber se a demanda é absurda concretizar a fantasia!

As necessidades impossíveis estão na base de grande parte das desarmonias, frustrações e desentendimentos numa relação (e na vida). Por exemplo, “Queria que me amassem como eu sou“, mas como é que definimos o que nós somos, uma vez que somos seres mutáveis?! E o que é o amor, de facto? É possível que os outros amem inclusive o facto de agirmos de modo egoísta e cruel nos nossos piores dias? “Queria que as pessoas me entendessem“, mas não conseguiria escrever um manual completo de procedimentos a meu respeito... e os outros também não! 

Assim parece óbvio por que vivemos tristes, insatisfeitos e frustrados nos nossos relacionamentos (e podemos até fazer da vida do parceiro um tormento!). De facto, não há bombeiro que consiga apagar os desejos deste inferno que eu criou... e como eu conheço muitas pessoas.

Dizem, que reconhecer o problema é o primeiro passo. Vamos ver quais serão os seguintes!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Amor, Sexo e o Pai-Natal

Nestes vinte e poucos anos de existência, tive duas grandes desilusões: a primeira foi quando descobri que o pai-natal não existe; e a segunda foi quando percebi que amor e sexo nem sempre estão relacionados.

Sempre acreditei que o conhecimento fazia de nós pessoas mais realizadas, até que concluí que há coisas que aprendemos que nos tiram ingenuidade, a mesma ingenuidade que nos fazia mais felizes.

Em ambos os casos, muito obrigadinha aos responsáveis por esta descoberta: à professora que decidiu dizer a uma turma de crianças de 6 anos que não existe pai-natal, e ao(s) sujeito(s)pronto(s) para f*der, mas não para amar! Vida longa às vossas gentis pessoas!

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