sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades

Fonte
O assunto mais comum entre as mulheres é a "falta de homens decentes para namorar". A reclamação já não é nova, mas o número de mulheres a reclamar é crescente. Já me questionei se estaremos a procurar no lugar certo, pois sei que os homens se têm queixado do mesmo.

É natural que se demore algum tempo até encontrar alguém que se ajuste a nós, de entre esta infinidade de possibilidades.

No tempo das nossas avós, era mais óbvio: a mulher dependia do homem para trazer sustento à casa; o homem dependia da mulher para cuidar da casa, da comida, da roupa, dos filhos. Mas bem-vindos ao progresso! Agora as mulheres sustentam-se a si próprias e os homens têm máquinas de lavar roupa e sabem cozinhar!

Isto parece o fim do amor, mas devia ser a porta para um amor mais verdadeiro, mas sincero, mais desinteressado. Hoje em dia, para estar com alguém é preciso muito mais do que a necessidade, é preciso QUERER. É preciso desejar e ter a capacidade de se abrir e entregar a outra pessoa por opção. O problema é que nem todos estamos prontos para isso. Alguns procuram apenas corpos, momentos, sexo. Outros procuram um exemplo surreal e inexistente de mulher/homem, e não se querem entregar até encontrar essa fantasia. E desejamos sempre mais o que não podemos ter, o que não existe.

E nessa espera pelo príncipe/princesa perfeito(a), não damos oportunidade aos outros, aos de verdade, nem a nós mesmos. Estamos cada vez mais exigentes, não aceitamos os outros como eles são, e nem somos capazes de enxergar os nossos defeitos. E também falta vontade, de dar, de se dar, de partilhar. É mais fácil viver com as "múltiplas possibilidades" de ser solteiro e dar prioridade à carreira profissional do que se entregar a outra pessoa.

Pois... estar numa relação não é fácil, exige aprendizagem, crescimento, evolução... mas parece que o individualismo doeste século nos leva a preferir crescer sozinhos, isolados. O egoísmo dita as regras e grande parte das pessoas não quer mudar, não se quer entregar, não se envolve, tem medo. Medo de falar, medo de sentir, medo de falhar. Acredito que todos temos medo, principalmente depois de nos terem partido o coração em relações anteriores, mas privarmo-nos de relacionamentos por causa disso é deixar de viver, privar-se de novas experiências, novas descobertas, novas vitórias.

Onde é que isto nos leva? A uma onda de relacionamentos que terminam antes de ter a chance de começar.  A uma infinidade de pessoas tristes, depressivas, profundamente sozinhas, mesmo que rodeadas pelas agitadas multidões das maiores cidades. É preciso reaprender a viver, a entregar-se, e assim, a amar.

Carta Aos Homens de Hoje (por Casal sem Vergonha)

Fonte (foto)
Visto aqui, num portal brasileiro destinado aos homens. Tinha de ser partilhado.

"Vem aqui. Vamos conversar. Calma, você não precisa dizer que odeia DRs porque isso é o que se espera dos homens com H de verdade. Homem que é homem não fica filosofando sobre e nem dando atenção às picuinhas oriunda das férteis mentes femininas – não é o que seus amigos diriam?

O fato é que andam dizendo por aí que você e seus parceiros machos estão mais perdidos do que quando tentam encontrar a margarina camuflada na geladeira. Vocês vinham ali, tranquilos, peneirando a farinha enquanto a mulherada chegava com o pão quentinho. Porque antes, pra ser um homem de respeito, bastava ser o provedor do arroz com feijão de cada dia. Bastava ter uma caranga decente. Bastava não chorar na frente dos brothers.

Quem iria imaginar que elas, entre uma receita de pudim e uma troca de fraldas, chegariam lá. Passaram a ganhar tanto quanto vocês. Se o homem não estava disposto a cuidar dos filhos, elas se multiplicaram como mulheres maravilhas – cuidaram da casa, da cria e da empresa. Em troca, ganharam liberdade que um dia lhes foi negada. O porto seguro do macho tradicional havia desmoronado.

Mas calma, isso, meus caros, não significa que elas lhes querem mal – e nem que não te querem mais, como diria Lulu Santos. Elas apenas estão em busca de outras coisas, já que já podem assinar o cheque e dirigir sozinhas. Sim, elas já podem pagar suas contas, mas não é por isso que não querem mais a presença masculina em suas vidas. Confesso, algumas se pudessem virariam lésbicas para poder lidar com seres mais semelhantes, mas como orientação sexual não se escolhe, vocês ainda são desejados. E muito. A gente conta como:

Sim, elas gostam de sexo hard. Mas não daquele sexo no estilo coronelista deite-que-vou-lhe-usar. Muitas vezes elas querem mesmo que você seja dominante – mas só porque sabem que é brincadeira. No fundo no fundo estão conscientes que, se quiserem, elas ditam as regras do jogo. E somente a pegada forte não basta – elas querem o combo completo – alguém interessante na cama e fora dela.

Elas adoram o corpo malhado do professor da academia mas se ele estraga tudo quando abre a boca, o tesão logo despenca mais rápido do que peito de vó sem sutiã. E elas não se conformam com a limitação masculina de se contentar somente com um peito ou uma bunda redonda. Se for só isso então, que chato.

Elas ainda se derretem com flores mas se elas chegam sem cartão perdem 90% da graça. Elas sabem que se quisessem mesmo uma flor pra enfeitar a sala, poderiam ir na floricultura da esquina e comprar uma a qualquer instante. Teria o mesmo valor.

Elas abominam caras mimados que foram criados pela mãe com maçã raspadinha mas seus olhos brilham diante de caras sensíveis. Porque homens sensíveis se identificam com uma parte do universo delas e, portanto, se tornam mais interessantes. De que adianta assistir Marley & Eu acompanhado se o cara do lado te pede pra passar mais um pedaço de pizza de calabresa bem na hora em que o cachorro está sendo enterrado?

Elas acham bacana quando você paga a conta, mas somente quando percebem que você o fez por gentileza, e não porque quer quer ela faça um deep throat mais tarde. Assim como elas gostam de retribuir e pagar a conta em outras vezes porque – afinal – ganham tanto quanto vocês.

Elas já sacaram que pro sexo ser foda – literalmente – não basta que ela seja gostosa e nem que você tenha um pintão. Querem sentir prazer sim – demoram o tempo que necessitarem pra gozar e admiram os caras que esperam o que for pra observar aquela cena. Elas também gostam de retribuir – sabem que boquete deixou há tempos de ser coisa de vadia e irão fazer um dos Deuses se acharem que você merece – ah e é claro, se você também tiver depilado a mata atlântica, afinal ela não admite mais ser a única vítima da cera quente.

Se foi bom, elas vão ligar no dia seguinte, não porque estão desesperadas para arrumar um marido e ter uma penca de crianças pela casa, mas porque se utilizam muito bem do seu poder de escolha e porque já enjoaram mais do joguinho do cu doce do que de banco imobiliário.

Elas tendem a se encaixar nesses itens que acabou de ler, mas não se surpreenda se encontrar representantes dessa nova geração feminina que fujam totalmente à regra – afinal, elas conquistaram o poder da liberdade e o honrarão com unhas (pintadas, somente se quiserem) e dentes. Cabe agora aos homens perceber que um bolso cheio sozinho não mais adianta de nada, e que se elas ainda pedem para eles abrirem os potes de azeitona é somente porque os acham fofos executando essa função."

Estou em completo acordo com cada palavra aqui escrita!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Necessidades

Fonte
Ninguém me satisfaz. Mais de uma década de tentativas falhadas na busca de alguém que me conforte a alma e não deixe espaço para dúvidas, incertezas, satisfações, mas chega sempre o inevitável dia em que não aguento, sufoco na imensidão do vazio.

Não custa terminar, passado algum tempo ambos estamos num novo relacionamento e os mesmos enganos repetem-se, sem fim. Se calhar não paramos para reflectir sobre o tipo de expectativas que temos quando entramos num relacionamento amoroso. 

Tentei dividir as necessidades amorosas em 4 tipos: as fundamentais, as negociáveis, as absurdas e as impossíveis. As fundamentais são aquelas coisas que dão significado à relação: amor, parceria, lealdade, companheirismo, etc. 

As necessidades negociáveis estão relacionadas com os nossos gostos (como comida favorita, gosto musical, sítios a frequentar, local de férias...). São aspectos flexíveis que pessoas maduras conseguem negociar facilmente, fazendo convergir e funcionar no relacionamento. 

As necessidades absurdas são aquelas que, quando pensamos sobre elas, temos vergonha de as termos desejado! “Queria que ele me entendesse sem que eu dissesse nada“. Minhas queridas, telepatia está fora de questão! O amor não envolve nenhuma categoria de adivinhação! Senão, imaginemos que estes desejos se realizavam. “Queria que ele me desse sempre atenção!“ - conseguem imaginá-lo a olhar para a nossa cara 24 horas por dia?!  “Queria que ele estivesse sempre do meu lado“ - e pronto, lá andava ele, a seguir-nos para todo o lado, inclusive para o WC! Ahh! Amor de m*rda! Pois é, a melhor forma de saber se a demanda é absurda concretizar a fantasia!

As necessidades impossíveis estão na base de grande parte das desarmonias, frustrações e desentendimentos numa relação (e na vida). Por exemplo, “Queria que me amassem como eu sou“, mas como é que definimos o que nós somos, uma vez que somos seres mutáveis?! E o que é o amor, de facto? É possível que os outros amem inclusive o facto de agirmos de modo egoísta e cruel nos nossos piores dias? “Queria que as pessoas me entendessem“, mas não conseguiria escrever um manual completo de procedimentos a meu respeito... e os outros também não! 

Assim parece óbvio por que vivemos tristes, insatisfeitos e frustrados nos nossos relacionamentos (e podemos até fazer da vida do parceiro um tormento!). De facto, não há bombeiro que consiga apagar os desejos deste inferno que eu criou... e como eu conheço muitas pessoas.

Dizem, que reconhecer o problema é o primeiro passo. Vamos ver quais serão os seguintes!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Amor, Sexo e o Pai-Natal

Nestes vinte e poucos anos de existência, tive duas grandes desilusões: a primeira foi quando descobri que o pai-natal não existe; e a segunda foi quando percebi que amor e sexo nem sempre estão relacionados.

Sempre acreditei que o conhecimento fazia de nós pessoas mais realizadas, até que concluí que há coisas que aprendemos que nos tiram ingenuidade, a mesma ingenuidade que nos fazia mais felizes.

Em ambos os casos, muito obrigadinha aos responsáveis por esta descoberta: à professora que decidiu dizer a uma turma de crianças de 6 anos que não existe pai-natal, e ao(s) sujeito(s)pronto(s) para f*der, mas não para amar! Vida longa às vossas gentis pessoas!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desencontros

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Os dias de hoje oferecem mil e uma possibilidades para nos encontrarmos, mas continuamos a desencontrar-nos, talvez ainda mais do que no tempo das nossas avós. Alias, são poucas as pessoas que se encontram, e poucos os encontros que duram mais do que muito pouco.

Falo daqueles desencontros do coração, aqueles de quando duas pessoas de aproximam e apaixonam... ou não. Pois é, duas pessoas que se amam podem desencontrar-se. Um encontro na altura errada, num momento menos propício ao amor, porque já se tem um compromisso ou porque a vida profissional não permite "assentar" ou porque a distância os separa, pode acontecer.

E a paixão não passa de um desencontro de almas que sofrem por viver em constante desencontro. E não faltam desculpas para estes desencontros: "não era o momento certo" ou "não tinha de ser".

Mas por que raios aconteceu senão era o momento certo? Por que é que duas pessoas se encontram e sentem e amam naquele preciso momento? É porque se completam! Como pode não ser o momento certo aquele de encontrarmos quem nos preencha, quem nos faça palpitar de vida? Então qual será o momento certo?

E o que mais me tira do sério é o "não estava destinado a ser, a acontecer, a ficarmos juntos". Mas depende DE QUEM para além dos que se amam? Depende da inércia de quem deve dar o passo e se deixa ficar naquele lugar sem tempo, sem espaço que é o medo.

E arranjam desculpas para não avançar, não se entregar! Pois é, eu também tenho medo e também fico suspensa nesse lugar, e os meus desencontros são provocados por mim, com medo de arriscar ser feliz.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Sexo Louco"

Fonte
Ninguém no seu perfeito juízo termina uma relação e passa as semanas seguintes a discuti-la... excepto nós. Em meses de (des)entendimento pontual concluímos que não funciona. E, analisados os motivos, eles são tão pequenos perante o universo de possibilidades que podámos alcançar juntos que nem me atrevo a enumerá-los... mas o egoísmo e a independência que aprendemos a criar fazem-nos desistir perante coisas tão pequenas...

E nada feito. Mais uma volta no carrossel da vida.

Após intermináveis horas de tentativas frustradas para arranjar uma solução, encontrei-me com ele para uma noite de "sexo louco". Claro que não resolve nada mas, às vezes, precisamos de uma pausa no drama da vida. E o sexo foi brutal, intenso e muito além do físico. Tão brutal que me fez ponderar se devia ceder nas exigências e dar-nos uma oportunidade. São tão raras as vezes que alguém me consegue tocar a alma... e ele parece que vive dentro dela!

Os outros fazem-me bem, mas ele faz-me feliz... se ao menos a minha mente confiasse nele como o meu corpo confia...!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fool me once…

Fonte
"Tantas vezes separados, os nossos sonhos. O acordar é impiedoso e a memória trai-nos demasiadas vezes para que possamos confiar nela. Os bilhetes imaginários foram-se acumulando na estante ao ponto desta começar a vergar por não suportar o peso das mensagens. Palavras tão pequenas, escritas à letra miúda de quem tem medo. Sublinhadas duplamente, contudo. A mensagem estava toda lá, entre essas linhas que contemplavam as palavras de baixo e que se sentiam felizes assim.

Um dia deixaste a janela entreaberta, para que o cheiro aborrecido das paredes, que apenas tu sentias, se escapasse pela ranhura que puseste no lugar do sorriso. Não adiantou. Aquele cheiro atormentava-te desde o momento em que entravas no pequeno cubículo a que chamávamos de casa.

Meia volta.

E nunca mais te vi.

Esperei-te sem nunca te procurar. Deitei fora os bilhetes nunca lidos, acumulados na estante.

Guardei só os sublinhados."


Este texto foi-me enviado por um ex namorado. Porque, como eu já disse, o meu ex é perfeito.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dias maus

Fonte
Quando o objectivo é uma relação, temos de estar preparados para tudo. Nem todos os dias vão ser bons, nem sempre estamos bem dispostos e, como diz o cantor, todos temos um lado lunar. 

Este post é sobre a minha má disposição, a minha falta de paciência e delicadeza em certos dias, o meu cansaço causado por horas excessivas em frente ao computador, e o stress de quem trabalha diariamente com burocracias sem sentido.

Este post é a minha forma de te dizer que mesmo quando sou menos correcta contigo, gosto de ti da mesma forma. Que cada vez que chegas perto de mim, continuo a estremecer e arrepiar-me como da primeira vez que te beijei.

Então, se me sinto triste, não é por teres conhecido o meu lado mau, é por eu ter um mesmo contigo. A ti, só queria dar o mundo, mas o mundo, inevitavelmente, também tem um lado mau.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Juntando os trapos

Fonte
A vantagem de ter muitos amigos e conhecidos de diferentes idades e em diferentes fases da vida é que acabamos por aprender também com os erros deles.

Há perguntas que nos apanham de surpresa, e recentemente apanharam-me numa delas. "Por que é que eu não fui viver com o meu ex?"
A casa dele era fantástica, ele sempre se mostrou disposto até ter sido a solução aparente para o nosso maior problema: a falta de tempo. Mas mesmo assim, sempre nunca fez parte dos meus planos, nem mesmo a médio prazo.

Com base nos dramas que oiço diariamente, e nos exemplos de amigas e amigos que se arrependeram ao fim dos primeiros 3 dias, atrevo-me a dizer que viver juntos é muito mais do que juntas as escovas de dentes e partilhar um pizza, e decisões premeditadas costumam dar mau resultado.

E as reclamações são infinitas:
- "Não consigo dormir, ele ressona e mexe-se de 5 em 5 minutos." E agora?! Vais sair de casa ou passar o resto da vida a dormir mal?
- "Ela tem cremes em todo o lado, não tenho onde colocar as minhas coisas." Olha a novidade! É ela e uma vasta percentagem de mulheres!
- "Ele nunca está em casa e eu estou sempre sozinha." Mas não conheciam ainda os horários um do outro?
- "Não tenho tempo para mim." Bem... se vivem juntos é natural que o tempo em casa seja partilhado... se não conseguem desfrutar da presença um do outro sem se sentirem sufocados é, no mínimo, comprometedor, se pretendem passar o resto da vida juntos!
- "Ele só pensa nele." Pois... e agora?
- "Eu odeio massa e ela só sabe cozinhar massas." Mas a ideia era ter uma mulher ou uma cozinheira?
- "Não suporto os pais dele." Se vivem juntos, é normal que os sogros apareçam de vez em quando! Estranho seria se nunca aparecessem!
- "Ele não faz nada em casa e eu também não suporto tarefas domésticas." A partilha deve estar presente em todos os momentos, tanto nos bons como nos mais chatos, ou então, paguem a uma empregada, ora!
- "Ela nunca quer sexo." É fácil que haja vontade sempre que estão juntos se se vêem duas vezes por semana... mas se estão juntos todos os dias, vão haver dias em que um dos dois vai mesmo querer dormir!
- "Ele não me vê da mesma forma." Claro que não! Para quem estava habituado a ver a namorada sempre deslumbrante e passa a vê-la acordar, despenteada, sem maquilhagem e com mau-hálito, é claro que não a vê da mesma forma, vê-a como ela É naturalmente! Devíamos gostar das pessoas no estado natural...
- "Não sei o que quero para a minha vida". COMO é que se vai morar com alguém se não se sabe onde se quer estar dentro de 5 ou 10 anos?! Até pode não acontecer, mas devemos saber o que queremos antes de ir viver com alguém.

A meu ver, o problema é que as pessoas juntam os trapos sem conhecerem a outra pessoa mas, mas grave ainda, sem se conhecerem a si próprias.

sábado, 9 de junho de 2012

Intimidade

Fonte
Há coisas que simplesmente não conseguimos controlar: a intimidade é uma delas. Não vale a pena ter companhia para o cinema, mensagens de bom dia ou alguém a quem oferecer presentes no Dia dos Namorados se não houver mais do que isso.

Começo a acreditar que as pessoas que andam à procura do amor (que, no fundo, somos todos) andam a procurar da forma errada. Talvez devêssemos procurar a intimidade - aquela coisa indescritível de dividir vontades e revelar os segredos mais ocultos, aquelas coisas que não se contaria para ninguém - e ser capazes de abrir o íntimo ao outro (mesmo os lados mais obscuros).

Mas onde é que se encontram e como se criam estes íntimos? Pois... não se encontram nem se criam! Não adianta forçar intimidade com quem ela simplesmente não existe. Nem adianta dizer que se tem amigos íntimos se, em madrugadas de desespero ou insanidades não temos a quem ligar. Os íntimos são os que ligam no meio da noite para desabafar as dores do mundo no meio do sono dos outros, e não faz mal, porque são íntimos.

E a intimidade não tem a ver com sexo, nem com a capacidade de estar nu perante o outro. Não tem a ver com tempo e, quando existe, não deixa dúvidas. Intimidade é aquilo que nos permite deitar as máscaras fora e ser quem somos. Sorte daqueles que conseguem encontrar os seus íntimos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Segundo Pedido de Casamento

Fonte
Já fui pedida em casamento em Paris, mas esta história é ainda mais surpreendente.

Conheci-o há alguns meses numa discoteca, e conto pelos dedos das mãos as vezes que nos vimos. Se acreditasse em amor à primeira vista, saberia que foi o que aconteceu. Sempre gostei dele e sempre vou gostar. Gosto de todos os defeitos dele, se isso não for (uma forma de) amor, o que será?!

A vida sempre nos fez seguir caminhos diferentes, ele tinha uma pessoa, eu fui tendo outras, mas ele sempre me dizia que eu era a mulher da vida dele. Nunca o levei a sério.

Uma noite ligou-me, disse que quer casar comigo e passou horas a convencer-me a deixá-lo vir encontrar-se comigo para me desenhar um anel no dedo. Eram 2h da manhã e não havia onde comprar um anel, por isso, só me daria o anel "a sério" no dia seguinte.

Não, não me convenceu. Boas notícias, caros leitores: continuarei a escrever-vos como solteira. Mas um dia, quando tiver netos, esta vai ser uma das histórias que vou contar com mais carinho.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Momentos

Fonte
Questionam-me por que escrevo mais sobre temas constrangedores ou mesmo tristes do que propriamente felizes. De facto, eu não sou uma pessoa depressiva, sou até bastante alegre e dotada daquele entusiasmo eufórico e contagiante (que alguns dizem que faz girar o mundo)!

Não escrevo muito sobre coisas felizes porque, às vezes, a felicidade é mesmo assim, e os momentos são tão perfeitos que não me apetece contá-los a ninguém.

Se a minha alma falasse, diria apenas "Bem-vindo a casa, meu querido. Finalmente chegaste."

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desequilíbrios

Fonte
Não temos de estar sempre bem. A cultura ensina-nos a ser racionais o tempo todo, mas não faz mal perder o controlo de vez em quando. As emoções baralham-se e baralham-nos, mas fazem parte da humanidade.

É por isso que te digo que gosto de ti, mesmo sabendo que é insano, que está fora dos nossos planos e que provavelmente não vai ter um final feliz. Nem eu quero que tenha um final feliz. Sabes porquê? Porque eu não quero que tenho final.

É por isso que tenho de esconder as duas lágrimas que me caem quando fazemos aquilo a que os outros casais chamam amor. A razão dessas lágrimas deve ser uma dessas emoções tão intensas que não estou habituada a sentir, um desequilíbrio. E como eu gostava de ser parte de um desses casais, e como eu gosto de ti!

Dá-me a tua mão, rumo ao infinito. E se te desequilibrares, eu vou segurar-te.

terça-feira, 22 de maio de 2012

(Não) há mulheres para namorar

Fonte
Através de uma conversa com um amigo, apercebi-me que os homens andam preocupados com a falta de mulheres para ter relações sérias. Segundo ele, ninguém se quer envolver, anda toda a gente muito ocupada a viver o momento que se perdeu a capacidade de pensar a longo prazo. Mais uma vez, eu tinha de mostrar o meu profundo desacordo.

Há muitas mulheres sérias, à procura de relações sérias! Deixo-vos algumas dicas para facilitar a busca e escolha da namorada.

Química: Sem isto, nada feito, não vale a pena avançar.
Atracção: Deve ser mútua e para além do físico. Conta a atitude, as ideias, a admiração...
Parceria: No início é difícil perceber se ela é uma boa parceira, mas se não estiver presente nos momentos menos bons, não é uma boa aposta.
Esquisitice: Se ela for muito esquisitinha com tudo, esqueçam. Provavelmente não gosta muito de vocês ou, ainda que goste, vai chatear-se cada vez que a despentearem.
Amizades: Se ela não tiver amigas e amigos, vai depositar todas as expectativas da vida no namorado... e acreditem, não é possível cumpri-las.
Ciúme: Se ela não se mostrar minimamente incomodada com a vossa proximidade com outras mulheres, é porque provavelmente não quer mesmo nada sério. Por outro lado, se for ciumenta demais, também terão um problema entre mãos!
Objectivos: Se ela não tiver objectivos de vida, se não andar em busca de nada, poderá vir a querer viver a vida do namorado. (Acontece frequentemente a quem não tem aspirações próprias.)
Controladora: Algumas mulheres têm tendência a tornar-se mães dos namorados.
Encanto: Se ela não vos encanta diariamente, provavelmente não vale a pena começar uma relação.
Atitude: Percebam se ela é mais uma ovelha no meio do rebanho ou se faz a diferença no meio de uma multidão.
Solidão: É importante perceberem como ela se comporta quando está sozinha. Pessoas que não conseguem ser felizes sozinhas, procuram sempre uma metade para completar o vazio interno. Lembrem-se que uma relação se faz de duas pessoas inteiras, e não de duas metades.
Ouvir: Percebam se ela vos ouve, ou se gosta de falar o tempo todo. Quem não sabe ouvir, não aprende.
Sensibilidade: Se ela não gostar de animais, nem de crianças, nem de idosos, provavelmente não é boa pessoa.
Sensualidade e intimidade: Se não se entenderem neste campo e se ela não se mostrar disposta a tentar agradar-vos, é um mau indício.

Mais importante, não cobrem dela aquilo que vocês não podem dar. Façam uma auto-análise antes de julgar quem quer que seja. Não procurem a mulher perfeita, pois vocês certamente também têm imperfeições. Todos temos.

Para sempre

Fonte
Quando é que nos esquecemos que não vamos viver para sempre? É tudo tão certo nas nossas vidas, que nem nos passa pela cabeça a hipótese de não chegarmos a estrear os sapatos que compramos ontem. Mas amanhã, podemos não estar cá. E ficaria tanto por viver, tanto por fazer, tanto por dizer...

Apercebi-me recentemente do real significado de viver cada dia como se fosse o último, é que pode ser mesmo o último.

Quando é que dizermos a uma pessoa que gostamos dela se tornou um sinal de fraqueza? Quando é que se decidiu que pessoas independentes não têm afectos (ou não os podem mostrar)? Provavelmente foi no dia em que perder o telemóvel se tornou mais dramático do que perder a virgindade.

Acho que talvez esteja na hora de valorizar mais as pessoas. Elas não vão viver para sempre.
Talvez esteja na hora de (re)abraçar o lado Humano da nossa existência e assumir o controlo das nossas vidas. Talvez esteja na hora de VIVER mais.

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