segunda-feira, 14 de maio de 2012

Saudade e orgulho

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Em tempos, tive a capacidade de a sentir ao nível do desespero. A saudade tirava-me o ar, apertava-me o peito de forma insuportável e moía cada pedaço de mim. Aquela saudade que me fazia contar os meses e os dias até ao dia em que ele me ia dizer pelo menos "Parabéns", porque era o meu aniversário.

Saudades dele, da voz dele, do cheiro, do toque... saber que ele estava perto, mas longe demais para se preocupar, fazia-me sentir permanentemente numa realidade paralela de ansiedade, desejo, tristeza e nostalgia. Saudade é muito mais do que ter vontade de estar com ele, é sofrer com a ausência.

Fico espantada com a banalidade com que se sente saudades. Acho que devíamos usar melhor a nossa palavra, para não a gastarmos.

Eu raramente sinto saudades, e mais raramente ainda o digo, mas não é por orgulho nem por ser demasiado independente para assumir que preciso de alguém. É apenas porque conheço o verdadeiro significados das SAUDADES.

Apaixonada por um seminarista

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A minha amiga B é linda, inteligente, simpática e uma excelente pessoa. Como qualquer ser humano, apaixonou-se pela pessoa errada: um jovem e atraente seminarista. Ele, igualmente inteligente e interessante, envolveu-se emocional e fisicamente com ela.

Após mais de um ano de romance proibido, o jovem seminarista confuso e perdido na sua vocação decidiu deixar o seminário. Pensámos que iria assumir o amor pela B, mas não o fez. A situação arrastou-se por mais uns meses de confusão na cabeça do rapaz, e quando foi pressionado para tomar uma atitude, terminou a relação.

Pouco tempo depois, envolveu-se com outra mulher, e repetiu a proeza de a deixar assim que lhe foi exigido que assumisse a relação.

A única conclusão a que chego é que há homens que simplesmente não servem para assumir relações. Por medo ou incapacidade de amar verdadeiramente, apenas nos fazem perder o nosso tempo e não merecem a nossa dedicação.

Ele é bom, mas não é o único

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Os homens estão a ficar demasiado convencidos (ou eu ando a conhecer os errados!). Nem precisam de ser muito bonitos ou muito interessantes para se acharem os melhores. Devem pensar que um sorriso engraçado basta para terem tudo o que querem, ou que são insubstituíveis. Meus queridos, ninguém é insubstituível, por mais fascinante que possa ser, e nenhuma mulher está disposta a suportar arrogância que o vosso ego insuflado está a gerar.

Entre os narcisistas, encontramos ainda os que sofrem de miopia, que se acham fantásticos quando não passam de homens comuns.

Agirem como D. Juan, a longo prazo, só vos leva a uma de duas possibilidades: não serem levados a sério e nunca passarem de objectos para as nossas fantasias (o que costuma durar pouco tempo); ou caírem no ridículo. Nenhuma mulher com auto-estima vos vai admirar nem sequer gostar verdadeiramente de vocês se andarem armados em machos engatatões e convencidos.

A facilidade com que estes D. Juan descartam as mulheres que não preenchem todos os requisitos deles é a mesma com que eles acabam por ser descartados pelas mulheres que mais lhes interessam. Está na hora de aprenderem que as mulheres também vos vão trair e substituir se não estiverem satisfeitas, e também estão cada vez mais difíceis de satisfazer.

Cada vez conheço mais mulheres a trair nas relações, nos namoros, nos casamentos, porque os companheiros estão demasiado centrados no ego para perceberem que elas estão insatisfeitas. Tal como os homens, as mulheres também têm vários pretendentes, e muitas possibilidades serem admiradas, respeitadas e bem tratadas por homens tão ou mais interessantes do que os que têm em casa.

E se pensam que por ser fisicamente atraentes estão seguros, não se iludam. Aquele gordinho barrigudo pode perfeitamente ser mais divertido do que vocês, e se tratar a vossa mulher melhor... já está! Mulheres insatisfeitas são como radares ambulantes, atraem ainda mais homens! Está na hora de se olharem ao espelho, medirem as vossas atitudes, a forma como se vêem e a forma como nos tratam. Por melhores que possam ser, vocês não são nem nunca serão os únicos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dimensões

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Eu podia dizer que o tamanho não importa, mas estaria a mentir. E eu não minto!

Em tempos conheci o J, um homem extremamente atraente, com muito charme e uma sensualidade singular, é um jovem com muitas qualidades (entre as quais, infelizmente, não consta a lealdade, mas disto escrevo noutro dia). Muito alto, mede quase 2m de altura - 1m95 se a memória não me falha - mas tem um pequeno problema, e digo, pequeno mesmo.

Eu era inexperiente e quase sem termos de comparação, mas quando vi pela primeira vez as dimensões do amiguinho, tive de conter o riso. Pois é, o J é um homem de 1m95, mas os 5cm estão lá!

No entanto,  tal como acontece com quem tem falta de um sentido, os restantes ficam mais apurados, e as mãos dele eram realmente surpreendentes (e o subtítulo deste blog não teria feito sentido naquela altura)...

No fim de contas, o tamanho só importa porque anos se passaram, e sempre que recordo o J, não consigo conter uma gargalhada. Era mesmo, mesmo pequeno! (E eu... terei outras desproporcionalidades, porque pessoas perfeitas não há.)


terça-feira, 8 de maio de 2012

O amor (nem sempre) acontece

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Acredito que toda a humanidade vive à procura e à espera do amor. Alguns fazem disso a prioridade máxima, outros focam-se noutras áreas, mas sem deixar morrer a esperança de O encontrar. Mas a vida é feita de esperas, como se nunca pudéssemos ter o que queremos, quando queremos. E vivemos à espera... das férias, daquela festa, da hora de ir para casa, do fim do mês, do amor.

Quase acreditamos que um dia, miraculosamente, o amor da nossa vida vai acordar e perceber que não pode viver sem nós. (Mas que p*ta de lamechice!) E nesse dia, tudo se vai justificar, e vamos perceber por que é que nunca deu certo com mais ninguém. E nem interessa quantas desilusões já tivemos, inevitavelmente sempre chega o dia em que o amor desperta e gera essa reviravolta na nossa vida.

E pronto, o amor acontece, mas não é tão óbvio como nós pensamos. Vêm as dúvidas, as incertezas, e os 7 biliões de possibilidades lá fora que nos fazem questionar todos os dias se o nosso amor é mesmo o melhor de todos. E será que é uma questão de tempo?

Eu nunca acreditei que fosse preciso esperar. Não importa o quão especial a pessoa é, como a convivência é agradável, como os momentos são únicos, como são sinceras as gargalhadas... porque quando não há o clique, o amor simplesmente não vai acontecer. Claro que ele cresce com as horas de partilha, as conversas intermináveis, as viagens... mas ele surge por si só. Existe ou não existe. E ele vem por aquilo que as pessoas são, pelo EU + ELE, que gera um NÓS tão incrível e poderoso que se torna capaz de alterar as leis do universo.

Cada vez mais apercebo-me que se vivem as relações como uma troca. "Eu trato-o bem, faço o que ele gosta, e ele faz o mesmo por mim". Isto não é amor, é uma troca de interesses! Eu não quero dar o melhor de mim em troca de ser amada, eu quero que me amem apesar de eu ser como sou. Quero que me arranquem sorrisos quando estou insuportável, que cuidem de mim quando estou doente, que me abracem quando estou nervosa e a deitar fogo pelos olhos. Não quero relacionamentos cheios de esperas, de vírgulas e de reticências, até estarmos prontos um para o outro. No amor, não há impedimentos, limitações ou esperas. Não se devia esperar dias de sol para passear de mãos dadas no parque, devia viver-se no imediato, porque a vida é curta e o amor é espontâneo.

Amor é amor, sem contrapartidas, sem pressas, sem pressões. Amor é a escolha e a vontade de estar com alguém simplesmente porque sim, e apesar de todos os senãos. Amor é ter a coragem de aceitar e respeitar o clique, e tomar a liberdade de ser quem se é, sem esperas, sem pausas, sem medos.

domingo, 6 de maio de 2012

PAIXÃO - O que é que te move?

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Gosto de ver as pessoas, ficar umas horas no aeroporto a tentar perceber o que vai na alma de quem chega, de quem parte, de quem reencontra quem quer bem. Não lido bem com a inércia, com a falta de objectivos, com a falta de paixão, com a forma vazia como algumas pessoas parecem viver.

Viver o momento não é viver sem objectivos! É importante ter metas, ter desejos, ter sonhos. Quem não sabe para onde vai, será que chega a lugar algum?

Este post não é sobre amor, nem sobre sexo, é sobre paixão. É importante deixar fluir esse o brilho nos olhos, perceber de onde vem. Pode ser uma nova actividade, uma nova direcção na carreira profissional, um novo amor. Esse combustível que nos faz ter vontade de sair da cama é o que nos move. Há quem só encontre isso depois da reforma, quando tem tempo para se dedicar às paixões. Nunca é tarde, mas é melhor começar antes! Sem perder tempo.

Não interessa quais são os alvos da paixão, interessa ter uma, ou várias. Viver sem paixão é não saber para onde se vai. Quem sabe para onde vai, corre atrás, vai à luta, cai, levanta-se, tropeça... mas não desiste. Há uma força invisível por trás de tudo que não permite que se desista. Para mim, a vida só faz realmente sentido se for vivida assim.

A inércia não traz mais do que vazio, e talvez a felicidade que todos procuramos ao longo da eternidade e livro nenhum consegue explicar realmente esteja na soma de todos os arrepios na espinha, todos os frios na barriga, todas as borboletas no estômago, todos os calores no peito, toda a adrenalina e toda a satisfação dos objectivos cumpridos.

Rapidinhas

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A caminho das 4h da manhã, ligeiramente tocada por umas cervejas irlandesas, tenho uma vontade súbita de escrever... sobre rapidinhas (porque tenho de ir dormir em breve).

Nunca pensei muito sobre a questão, até perceber que esta prática não é apreciada pela maioria das minhas amigas (e de alguns amigos também). Odeio rapidinhas é uma expressão muito presente nas conversas femininas, e eu não podia deixar de mostrar a minha discordância.

O argumento das relutantes baseia-se na importância da qualidade VS quantidade. Meus queridos, acredito que o sexo é das poucas áreas que nos permite ter quantidade e qualidade em simultâneo, é por isso que é tão viciante (pelo menos para mim)! Quando mais f*do, mais me apetece! Assumindo que o sexo de qualidade seria passar uma noite inteira às cambalhotas, o que vos impede de (TAMBÉM) dar uma rapidinha na hora de almoço?! (Se a resposta for limitações físicas, sugiro que pensem em fazer mais exercício... falando em exercício, conheço um bastante interessante!) Haja vontade, e há lugar e tempo para tudo, não precisam de escolher!

Também não concordo que as rapidinhas não sejam românticas. As nossas acções são tão românticas como nós, e se eu estiver apaixonada, não me vou sentir menos apaixonada por dar uma no elevador. (Coisa que ainda não aconteceu, porque as minhas experiências neste local foram quase sempre interrompidas. Não recomendo que o façam no elevador da própria casa, pode ficar constrangedor olhar os vizinhos nos olhos depois disso...)

Todos temos obrigações profissionais e sociais a cumprir, e não há tempo para espalhar pétalas de rosa na cama, acender as velinhas e desaparecer por um par de horas sempre que nos apetece. Mas dá para trocar um sorriso sacana, desaparecer sorrateiramente e ir até à casa-de-banho ou dar uma volta rápida de carro. Recordo com um sorriso certa vez em que fui obrigada a ausentar-me de uma festa, da qual era anfitriã, para um destes passeios. Valeu a agilidade das meias-ligas e o fogo daquele homem (de quem já vos falei antes), para tornar uma noite muito agradável numa noite memorável.

Acredito que se a rapidinha for a única actividade sexual do casal, nenhum dos dois se sentirá plenamente satisfeito e a parte emocional também não será, de todo, compensatória. Qualidade exige tempo e dedicação, é verdade. Mas em momentos específicos, as rapidinhas são excelentes para apimentar relacionamentos. Quantidade? SIM!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Amor, hormonas e outras m*rdas

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Homens e mulheres são diferentes (até há quem diga que são de planetas distintos). Por muito que tentemos, jamais conseguiremos compreender o sexo oposto, por razões óbvias e evidentes. Um homem jamais entenderá a dor de um parto e uma mulher jamais entenderá a dor de um pontapé bem dado nos tintins. Os homens não compreendem as alterações de humor da TPM, e nós não entendemos essa m*rda de testosterona que os faz olhar para o rabo de todas as boazonas que andam por aí. Meus queridos, é uma questão hormonal, cientificamente comprovada, e nem merece grande discussão. A verdade é que não há nada a fazer!

Devíamos ser tolerantes, aceitar e respeitar estas diferenças e aprender a ser felizes com elas. Não são problemas baseados no carácter nem na falta de sentimentos, não deviam ser importantes, não deviam existir.

Conseguir sexo na actualidade é o processo mais simples (principalmente para os autores deste blog, que expiram sensualidade!), mas ter uma companhia, um suporte, um amor... é muito mais complicado. Uma relação estável passa por um processo de selectividade e escolha da tal pessoa especial, e resulta da nossa aprendizagem com vivências do passado para evitar repetir erros. À medida que vamos tendo mais relações, vamos ficando mais exigentes, queremos mais amor, mais compreensão, mais intimidade, mais felicidade... mas será que estamos dispostos a dar, a ceder e a arriscar mais?

Até agora (e do alto dos meus vinte e tal anos), concluí que para haver amor precisa de haver admiração, atracção, confiança, lealdade, tolerância, flexibilidade, sinceridade, respeito, partilha e efeito surpresa. Curiosamente, enquanto enumerava estes ingredientes, lembrei-me de algumas pessoas que a vida (com a ajuda da m*erda das hormonas) afastou de mim, com quem eu partilhava quase tudo o que foi supracitado. Recordo uma com especial carinho, a mais improvável, a que não sabe nem sonha como me tocou a alma.

Essa, que sempre esteve tão longe, e que mesmo assim desperta o meu lado romântico. Essa com quem eu correria de mãos dadas em slow motion ao pôr-do-sol num campo de lavanda...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

"Temos de falar"

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Tenho aversão a esta frase. Quando me dizem que "temos de falar", vem-me imediatamente à memória tudo o que posso ter feito de errado, e mesmo que não tenha feito nada, o medo assombra-me. Foi esta tão temida expressão que me fez perceber como sou orgulhosa.

Um dia, o H ligou-me disse-me a maldita frase. Combinamos jantar nessa noite para ter a conversa. O meu 6º sentido feminino (in)falível dizia-me que ele ia termina a relação, por isso passei as duas horas anteriores ao jantar a planear o meu discurso. O meu orgulho disse-me para eu acabar com ele antes, obviamente!

Fomos jantar a uma das minhas vilas preferidas. A viagem de minha casa lá foi cerca de meia hora, que eu aproveitei para contar piadas. Eu sabia que ele só ia acabar comigo o fim do jantar, por isso contive a vontade que tinha de lhe dizer que já não gostava dele.

No fim do jantar, num passeio à beira rio, disse-lhe que os meus sentimentos estavam diferentes e que não gostava dele como antes. Para minha surpresa, o que ele tinha para me dizer era precisamente o contrário, que estava completamente apaixonado e mais feliz do que nunca. Felizmente o H conhecia-me bem, percebeu o que se estava a passar e ainda rimos muito sobre isso (e fizemos muitas outras coisas, bem quentes e apaixonantes...).

Quando me deparo com situações imprevisíveis ou minimamente desagradáveis, o meu instinto é sair de cena de cabeça levantada. Tenho tanto medo de ficar por baixo perante as pessoas que gosto como de as perder... e isso fez com que tenham ficado demasiadas coisas por dizer...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Ele só me quer comer"

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Este é um dos maiores dramas das mulheres neste século. Os homens estão demasiado focados na sexualidade e não querem nada sério. No feminino, a sensação é desagradável e faz mal à nossa auto-estima. Ninguém gosta de se sentir um objecto, e ninguém devia permitir-se a esse sentimento.

Mas, sem querer defender estes ordinários, vejo cada vez mais mulheres a usar homens como objectos também, só não o fazem de forma sexual. Minhas amigas, quando saem com homens por causa do dinheiro deles e de todo o status que isso vos pode trazer, estão a usá-los como objectos também.

E atrevo-me a ir ainda mais além. Muitas vezes, as mulheres que só pensam em namorar e ter um relacionamento sério também acabam por ver os homens como objectos -  objectos para as suas fantasias de namoradas e de casalinhos perfeitos. A personalidade daqueles homens nem interessa, eles são automaticamente, aos olhos destas mulheres, namorados em potencial.

E quanto às meninas que ficam revoltadas porque foram para a cama e o tipo não ligou no dia seguinte, a minha resposta é simples. MAS ESTAVAM À ESPERA DE QUÊ? Como é que se podem sentir usadas por alguém que mal conhecem? Pelo menos fazem um esforço para perceber por que é que ele não ligou?

Uma das coisas que mais me irrita é que queiram assumir uma relação comigo sem me conhecer, que se desfaçam em clichés sem tentar ver além do óbvio. Pessoas desesperadas por relacionamentos sérios, acabam por se envolver com qualquer pessoa, com a primeira que aparece, mas isso não é gostar do outro, é gostar de ter alguém. Conheci há alguns meses um tipo que me adorava depois de ter passado uma tarde comigo. Hoje provavelmente nem se lembra do meu nome (e para ser sincera, raramente me recordo do nome dele também).

Do mesmo jeito que muitos homens só nos querem comer, muitas mulheres (e alguns homens também) só querem uma relação, seja com quem for, e ambos os tratamentos transformam a outra pessoa em objecto. Mas moralmente, sexo é mau e namoro é bom. Quem quer apenas sexo, não presta; mas quem quer uma relação, sem sequer se dar ao trabalho de conhecer profundamente a outra pessoa, é uma pessoa de valor. (Mas que valor?) Devíamos namorar com quem gostamos, porque gostamos, e não porque a sociedade nos diz que devemos namorar.

Baseada nesta dualidade, já afastei da minha vida muitas pessoas extraordinárias... mas estamos sempre a aprender!

Onde nos leva a obsessão pelo físico (a história de um homem)

Fonte
Li num site brasileiro um artigo bastante interessante. Passo a transcreve-lo na íntegra.

"Recentemente ouvi de um amigo uma história que me fez pensar. Ele é a tradução da figura do pegador – bonito, forte, da balada, com grana. Apesar das superficialidades, uma pessoa do bem. Andava buscando incansavelmente uma mulher pra chamar de sua, pois havia cansado de ter todas, mas nenhuma ao mesmo tempo. Encontrou uma moça daquelas que até Deus duvida – linda, gostosa, inteligente, bom papo, carinhosa, boa de cama. Apaixonou-se. Gritou aos quatro cantos que quem acredita sempre alcança, começou a fazer planos pro futuro, passou a dizer que a vida de balada era coisa do passado. Certo dia, na marca de uns três meses de relacionamento, ele resolveu fazer uma surpresa para a amada – saiu mais cedo do trabalho, levou flores, vinho, chocolate e seu coração aberto. Chegou, deu um xaveco no porteiro, subiu sem avisar. Se deparou com ela em trajes micro, em meio a um boquete empolgadíssimo em um estranho. Depois de crises, de acessos de raiva, e da ficha caída, ela explicou – era garota de programa. Precisava dessa grana, por isso tinha feito essa escolha. Ele disse que não podia ser. Que a bancaria, que a tiraria dessa vida – ela retrucou com a frieza de quem sabe o que quer – “Não sirvo pra isso. Esse é meu caminho” – deu meia volta e se foi, deixando-o com o coração arrebentado e com meia dúzia de chocolates no bolso.

Essa história – cruel, porém real – me fez pensar no que tem acontecido com a nossa geração. Somos como crianças que, até tempos atrás não podíamos roubar o brigadeiro da mesa e que, momentos depois, somos presenteados com todos os tipos e sabores de brigadeiro do mundo. Comemos tanto, que ficamos com dor de barriga. Temos tantas opções, e não temos ideia do que fazer com elas. E aí nos direcionados pela embalagem – a mais bonita, a mais colorida, a mais chamativa. O profundo que conhecemos ficou limitado à profundidade do órgão genital. Já que temos uma dificuldade extrema em chegar ao íntimo do outro, escolhemos bundas em vez do cérebro. Peitos em vez da atitude. Uma cinturinha em vez do caráter. 

E aí não é de se espantar que estejamos quebrando tanto a cara. No caso da história do amigo do começo do texto, me pergunto – o que será que ele viu na moça? Será que ele procurou o íntimo ou se apaixonou pelas coxas, pelo rebolado, pelo boquete perfeito? Esse raciocínio nos leva a conclusão de que estamos escolhendo errado e que as nossas escolhas estão nos transformando em uma população de solteiros infelizes que gritam aos quatro cantos que não há gente legal no mundo. Numa coluna na época, Gisele Campos faz uma análise simples e certeira desse fenômeno: “Os homens dizem que falta mulher. As mulheres dizem que falta homem. Se não tem homem e não tem mulher, então onde está todo mundo? Quem são essas pessoas que a gente vê pela rua todos os dias?”

Talvez precisemos mesmo aprender na marra a lidar com tanta liberdade, e parar de levar a vida como o adolescente que tem pais liberais, e que abusa dessa mordomia para sair causando. Somos seres inteligentes e não podemos mais desperdiçar a oportunidade de fazer boas escolhas. A liberdade que a nossa geração possui hoje, permite que possamos conhecer diversas pessoas e escolher aquela que se encaixa com você. Porque, por mais que você se gabe de ser o pegador que come todas, o desejo de todo ser humano é encontrar e ser encontrado. Precisamos aproveitar a oportunidade e, estrategicamente, analisar as pessoas em quesitos muito mais importantes do que tamanho de bunda e de peito. Corpos envelhecem, a gravidade destrói, a gente enjoa. Se não fizermos algo a respeito, já consigo imaginar um futuro no qual as próximas gerações, traumatizadas pelos excessos e pelas cagadas colecionadas, irão querer voltar aos moldes antigos e implorar pela chance de uma tarde namorando no sofá, com mãos dadas, debaixo dos olhos do sogro. Tudo para evitar que os prazeres da luxúria e da superficialidade falem mais alto e estraguem tudo. Mais uma vez."

Talvez devêssemos pensar sobre isto...

sábado, 28 de abril de 2012

Dirty mind & pure heart

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Um dia, um actor disse-me que eu travo uma luta constante entre o meu lado safado e o meu lado puro. Discutir múltiplas personalidades com um actor é irrelevante e inconclusivo, mas depois de uma profunda introspecção, ao sabor do Martini, aquilo faz sentido.

Durante muito tempo escondi o meu lado selvagem, não sei se por receio de ser julgada ou se por receio de que este vencesse o lado puro. Isto sempre me fez ter incertezas sobre quem sou ou o que quero. Agora, assumidos os dois lados, deparo-me frequentemente com questões como "como é que consegues manter o coração puro com uma mente tão porca?".

Desenganem-se os que pensam que tenho várias personalidades. Pelo contrário, nunca me senti tão inteira. A única diferença entre mim e a maior parte das pessoas que conheço, é que eu quando sinto, sinto com tudo e de todas as formas. Lidar com pessoas de alta-sensibilidade para lados opostos não é fácil, mas é provavelmente a experiência mais intensa que se pode experimentar com o ser humano. A vida é efémera e o tempo é muito pouco para ter de decidir se quero amar ou f*der até à exaustão. Não devia ser preciso escolher.

E não esperem que o AMOR me torne uma santa, nem que o SEXO me torne insensível. Eu não sou uma coisa ou a outra, eu sou as duas, e sou ainda muito mais. Não esperem que eu tenha um namorado que me coma religiosamente ao sábado à noite, ou  que tenha sexo com todos os homens atraentes simplesmente por ser solteira. Não esperem nada de mim, porque eu sou apenas o que me apetece, e apetece-me ser tudo.

(E hei-de cruzar-me com alguém que saiba receber tudo, sem reservas e sem limitações, porque a vida só vale a pena se for vivida na pu*a da loucura.)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que farias no carro?

Fonte
Sou curiosa. Sem curiosidade não se pergunta, e sem perguntar não se aprende. Tenho muitas amigas, e entre amigas falamos de tudo (sem expor nomes, obviamente).

Ontem falamos de sexo no carro. Estou longe de ser uma expert, nem costumava ser grande fã do conceito, mas entre conversas de mulheres relembrei uma faceta minha adormecida há alguns anos.

Quando eu namorava com o I, ele tinha um cabrio. Confesso que o carro era responsável por uma parte das minhas fantasias, mas facto é que viajávamos muito, e quase sempre que estávamos na auto-estrada... eu gostava de fazer coisas em movimento (a ele e a mim). No segundo mês com ele já tinha perdido a conta aos orgasmos que tivemos em movimento (literalmente!). Foram bons tempos aqueles... E devo dizer que sempre respeitamos os limites de velocidade!

Mais excêntrico do que as minhas viagens com o I só relembro uma viagem de autocarro que fiz com o U. No inverno, cobrimos-nos com um casaco e nem as restantes 30 pessoas do autocarro me impediram de fazer o que me apetecia. Se há coisa que devem saber sobre mim, é que eu faço sempre o que me apetece.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sexo no feminino

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Não é preciso ser uma top model para ter sempre amigos disponíveis para dar uma mãozinha quando estamos solteiras. Nestas alturas, é quase infinita a quantidade de cavalheiros prestáveis e dispostos a ajudar, desde ex-namorados a colegas de trabalho ou meros conhecidos. É incrível como, com o passar dos anos, a quantidade destes heróis altruístas tem aumentado.

Recentemente perguntaram-me por que é que recuso. Sou solteira, jovem, cheia de energia e gosto de sexo. Gosto mesmo de sexo. Mas recuso, é um facto.

Não tem a ver com questões religiosas nem morais, tem a ver com a minha maneira de ser. Jogo com as cartas todas, sempre. Para o tudo ou nada, para grandes sucessos ou grandes fracassos. O meu corpo vai onde for a minha alma. Se calhar não tenho tantas noites loucas como podia, e desiludo-me mais vezes do que o suposto, mas tenho uma vida completa e inteira. "Para ser grandesê inteiro", Ricardo Reis. Se for para ter experiências meramente físicas, não preciso de homens, sou bastante desenrascada sozinha. E se algum dia tiver necessidade de recorrer a um homem, recorro a um profissional, que sei que vai fazer o trabalho bem feito.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mamas falsas

Fonte
Como mulher, manifesto o meu desagrado perante o conceito. Elevar a beleza para patamares sobrenaturais (se as mamas falsas fossem naturais, não davam para distinguir) é algo que me aborrece profundamente. Talvez por eu gostar de pessoas a sério, daquelas de carne e osso, que se preocupam mais em cultivar o cérebro do que em atingir patamares de beleza que nem a natureza, no seu estado mais perfeito, atinge.

Não me interpretem mal, sou a favor da cirurgia estética em situações que considero, através do senso comum,  necessárias. Passar de um 34 A para um 38 C não me parece uma necessidade. E, em grande parte dos casos, a vida das meninas que colocam as mamas falsas ficaria mais rica se em vez do implante mamário tivessem lido um livro...

Queridos homens, deixo aqui alguns sinais aos quais devem estar atentos para perceberem se têm perante os vossos olhos umas mamas de plástico:

Formato pouco natural
As mamas naturais não são perfeitamente idênticas. Um bom local para verificar isto é olhar para a zona perto das axilas da mulher: umas mamas naturais prolongam-se pela axila enquanto umas falsas terminam num formato arredondado mesmo antes do início da axila. Quando uma mulher se inclina para trás e a zona da axial estica, ou caso ela se dobre e no seu decote se notar que as mamas não se moveram do local ficando como que coladas e fixas, essas são umas mamas falsas! Quando uma mulher usa um sutiã comum e as suas mamas parecem as da Victoria Beckham, como se estivessem a ser empurradas de baixo para cima, estas mamas são certamente falsas.

Aspecto demasiado redondo
As mamas verdadeiras não têm uma luta com a gravidade como umas de silicone. Umas mamas falsas desafiam a gravidade, ou seja, parecem redondas e empinadas, ao contrário das mamas naturais que descem de uma forma mais fluida de cima para baixo.

Demasiado firmes
Os peitos reais tem um aspecto mais maleável, e de facto são mais brincalhões que um peito de silicone. Umas mamas muito firmes ao toque podem simplesmente ser umas mamas não reais. As mamas reais crescem ao sabor da gravidade e não lutam contra ela.

Não usa sutiã
Se uma mulher tiver umas mamas elevadas como que presas por um sutiã invisível, e o tamanho dos seus seios for maior que uma copa B então, meu amigo, elas são falsas. As de tamanho copa B são mais difíceis de detectar mas a verdade é que se o espaço entre elas for maior que um palmo, então está presente um caso de mamas falsas.

Mamilos assimétricos
Os mamilos nem sempre estão ao alcance da vista, mas caso a mulher não use sutiã e a roupa for justa ou mais fina, pode ter uma ideia dos mamilos dela. Uma má cirurgia estética pode desfigurar a natureza dos mamilos, como colocá-los demasiado acima, ou demasiado abaixo, ou a apontar para direcções diferentes…

Corpo desproporcional
Uma mulher com 50 Kg e com um peito de copa C ou D é algo que a natureza raramente nos presenteia. Muitas mulheres querem ter o que nunca tiveram e optam por tamanhos demasiado grandes para a sua estrutura física. Por isso meus caros, é só olhar e contemplar, pois estas mulheres são fáceis de reconhecer.

Falsas conclusões - o sutiã almofadado
Um sutiã almofadado aumenta o tamanho das mamas e eleva-as, podendo parecer que são falsas mas na realidade serem bem verdadeiras. Neste caso um olho bem treinado descobre-as à distância porque o elevar do sutiã almofadado não é exactamente igual ao elevar da cirurgia plástica; se as mamas estiverem quase como balões prestes a rebentar a probabilidade de serem falsas é muito elevada. De qualquer maneira a desilusão pode sempre acontecer pois estes sutiãs fazem milagres que são desfeitos quando o sutiã desaparece.

Certamente haverá muitos leitores que preferem brincar com plástico perfeito do que com carne real... agradeçam ao universo por eu não ser assim, senão já vos teria trocado por vibradores... Mas que posso fazer?! Gosto de HOMENS DE VERDADE! E a minha vida é muito mais do que uma passarele.

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