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sábado, 17 de novembro de 2012

De menos ou de mais?

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Quantas vezes achamos que alguma coisa não nos serve porque "não é o que tínhamos em mente", não aconteceu como nós achamos que "devia" ter acontecido, está fora dos nossos planos...?

O ser humano tem medo de tudo aquilo que desconhece, de tudo o que o ultrapassa. Grande parte das pessoas rejeita o que está fora dos padrões da normalidade, porque parece perigoso e arriscado. Mesmo os mais corajosos, adeptos de grandes aventuras e de correr riscos, acabam por ser mais reservados numa ou outra área da vida.

Será que todas as vezes que consideramos que alguma coisa não nos bastava, é porque era insuficiente para  nós, ou será que rejeitamos porque era grande demais? Será que isto acontece com o amor? Será que não conseguimos amar quando a paixão é intensa demais e nos cega ao ponto de nos fazer pensar que não há mais nada além da paixão? Será que se pode desejar de forma tão avassaladora, que todos os outros sentimentos acabem por ficar à sombra desse desejo? Será que, numa situação destas, há desejo de mais ou amor de menos? Será que há quantidades certas para se sentir?

terça-feira, 8 de maio de 2012

O amor (nem sempre) acontece

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Acredito que toda a humanidade vive à procura e à espera do amor. Alguns fazem disso a prioridade máxima, outros focam-se noutras áreas, mas sem deixar morrer a esperança de O encontrar. Mas a vida é feita de esperas, como se nunca pudéssemos ter o que queremos, quando queremos. E vivemos à espera... das férias, daquela festa, da hora de ir para casa, do fim do mês, do amor.

Quase acreditamos que um dia, miraculosamente, o amor da nossa vida vai acordar e perceber que não pode viver sem nós. (Mas que p*ta de lamechice!) E nesse dia, tudo se vai justificar, e vamos perceber por que é que nunca deu certo com mais ninguém. E nem interessa quantas desilusões já tivemos, inevitavelmente sempre chega o dia em que o amor desperta e gera essa reviravolta na nossa vida.

E pronto, o amor acontece, mas não é tão óbvio como nós pensamos. Vêm as dúvidas, as incertezas, e os 7 biliões de possibilidades lá fora que nos fazem questionar todos os dias se o nosso amor é mesmo o melhor de todos. E será que é uma questão de tempo?

Eu nunca acreditei que fosse preciso esperar. Não importa o quão especial a pessoa é, como a convivência é agradável, como os momentos são únicos, como são sinceras as gargalhadas... porque quando não há o clique, o amor simplesmente não vai acontecer. Claro que ele cresce com as horas de partilha, as conversas intermináveis, as viagens... mas ele surge por si só. Existe ou não existe. E ele vem por aquilo que as pessoas são, pelo EU + ELE, que gera um NÓS tão incrível e poderoso que se torna capaz de alterar as leis do universo.

Cada vez mais apercebo-me que se vivem as relações como uma troca. "Eu trato-o bem, faço o que ele gosta, e ele faz o mesmo por mim". Isto não é amor, é uma troca de interesses! Eu não quero dar o melhor de mim em troca de ser amada, eu quero que me amem apesar de eu ser como sou. Quero que me arranquem sorrisos quando estou insuportável, que cuidem de mim quando estou doente, que me abracem quando estou nervosa e a deitar fogo pelos olhos. Não quero relacionamentos cheios de esperas, de vírgulas e de reticências, até estarmos prontos um para o outro. No amor, não há impedimentos, limitações ou esperas. Não se devia esperar dias de sol para passear de mãos dadas no parque, devia viver-se no imediato, porque a vida é curta e o amor é espontâneo.

Amor é amor, sem contrapartidas, sem pressas, sem pressões. Amor é a escolha e a vontade de estar com alguém simplesmente porque sim, e apesar de todos os senãos. Amor é ter a coragem de aceitar e respeitar o clique, e tomar a liberdade de ser quem se é, sem esperas, sem pausas, sem medos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Diário de uma amante

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Provavelmente o que mais abomino na Humanidade é a capacidade de trair. Estou consciente de como é difícil manter uma relação e não faço juízos de valor sobre quem trai - até porque cada caso é um caso e as causas das traições podem variar muito - mas eu não perdoaria uma.

Quando eu andava na universidade, tive um vizinho bastante interessante com quem tinha uma empatia fora do comum, o T. Quando nos conhecemos, rapidamente nos tornamos grandes amigos. Entre muitas horas de conversa, acabamos por nos apaixonar (pelo menos eu apaixonei-me!). Tenho a dizer em minha defesa que era jovem, ingénua e bastante limitada intelectualmente.

O T tinha uma relação com uma colega de curso que já durava há mais de 2 anos, mas eu não sabia, obviamente. Envolvemo-nos e lá chegou o dia em que ele me falou da existência dela. Disse que estava confuso, que precisava de pensar... e enrolou-me mais uns meses. Eu gostava muito dele e fui compreensiva, dei-lhe tempo para ele pensar no que realmente sentia e queria.

No dia do confronto, naquela dia em que o obriguei a tomar uma decisão, as palavras dele foram: "Tu mexes muito mais comigo, és mais atraente e gosto mais de ti, mas não a posso deixar." Obviamente que quem o deixou fui eu! Com remorsos, ele acabou por contar à namorada tudo o que se tinha passado, e ainda tive de levar com os olhares de reprovação dela durante meses. Como se eu tivesse culpa! Como se tivesse sido eu a traí-la!

Amigas e amigos que possam estar em situações semelhantes, afastem-se o quanto antes. Estes triângulos não levam a lugar nenhum e, ao contrário do que se pensa, muitas vezes quem se magoa mais são as(os) amantes, que acabam com o coração partido e sem nada.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Os segredos do amor - a pergunta mais idiota de sempre

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Hoje perguntaram-me qual o segredo do amor. Eu quero lá saber do segredo do amor. Para mim, é simples: acontece ou não acontece, e se acontecer eu sei, eu sinto, e não há espaço para dúvidas.

Se me perguntarem os segredos das relações (duradouras), aí o caso assume outras proporções. De facto, acredito que o amor nem sequer é o factor mais determinante numa relação duradoura, e passo a explicar. Há muitos casais que se amam e simplesmente não se entendem, não funcionam na convivência. Partilhar uma casa e uma vida com alguém exige empatia, compatibilidade e cumplicidade a todos os níveis da vida. Quem é que quer viver o resto da vida a discutir sobre quem lava a loiça, que se mexe mais na cama e impede o outro e de dormir, ou quem tem mais "dores de cabeça" na hora do sexo?!

Amar é fácil, natural e espontâneo, mas conciliar feitios, modos de vida e objectivos está muito para além do amor. O que importa numa relação duradoura é a parte prática da convivência, e não as teorias baratas que encontramos nos livros sobre O AMOR.

A capacidade de negociar, ajustar expectativas, fazer jogos de cintura, continuar a preservar a personalidade individual, ser feliz e fazer feliz quem está ao nosso lado é que dita o sucesso ou fracasso de uma relação, e não a "quantidade de amor". Mas isto é a minha opinião, e estou receptiva e ansiosa por conhecer as vossas.


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