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domingo, 18 de novembro de 2012

Desprende-te! Tem de ser.

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O teu toque já não me causa arrepios, os teus defeitos já não são tão atraentes como eram. Martini com a raparigas tornou-se muito mais agradável do que a tua (que costumava ser quente) companhia. Os teus beijos passaram a ser apenas uma forma de estragar o meu batom.

Não mintas, os teus olhos insatisfeitos denunciam-te. Também estás infeliz.

Não precisamos de continuar nisto, sabes?! Podemos sair e deixar o filme a meio. As nossas tentativas não foram suficientes e esta relação já me roubou o sorriso. E ninguém deve viver sem o sorriso.

Faltaram palavras, e actos, e surpresas. Faltaram aqueles momentos de cortar a respiração. Sobrou o tédio. Não florescemos na Primavera, e agora já é Outono, e sabes que gosto de ver as folhas cair, mas não quero vê-las contigo.

Vamos despedir-nos do tédio e apanhar boleia rumo ao infinito com algo novo. Não é o fim do mundo, é apenas uma despedida... apenas mais uma. Desejo que sejas feliz, porque eu vou ser, e não quero sentir-me culpada por isso. Alimenta a tua alma. Arrisca. Abre a porta e sai. Do outro lado deve ser melhor. Tem de ser melhor.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Nunca amei ninguém"

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Comecei recentemente a ver o Sexo e a Cidade. Nunca tinha visto a série, apesar de já ter sido transmitida na TV há algum tempo. Entre amores e desamores, dei por mim a contar os meus, que não se pode dizer que sejam poucos.

Quando o assunto é amor ou, principalmente, a falta dele, gosto de conversar com o S... e foi o que fiz depois de um "date" fantástico e meia dúzia de episódios da série.

O S acredita que o amor é incondicional, que é "dar o pescoço por alguém", que não tem volta a trás, mas nunca amou (romanticamente) ninguém! Dou a mesma consideração à opinião sobre o amor de quem nunca amou como a assuntos de sexo por virgens. Podem até convencer toda a gente, mas falta a experiência... bem... falta TUDO!

Confessou-me que em 30 anos de existência, amou (e ama) apenas a mãe, o pai e os irmãos. Acho doce e absurdo ao mesmo tempo. Como é que se vive um terço da vida sem descobrir o amor? Quão triste será isso? Não sou defensora de ter um amor por semana, mas nenhum também não me parece "saudável" (ainda que seja mais seguro).

Admiro-me especialmente por ele ser um homem relativamente interessante, sociável, atraente e que gosta de experimentar a vida em todas as suas formas. Mas como é que se experimenta a vida sem experimentar o amor?

Pensando mais profundamente sobre o tema, encontramos o elemento comum a todas as pessoas que ele ama: são pessoas PRÓXIMAS, com quem ele passou parte da vida. O amor precisa disso, de convivência, envolvimento, partilha de experiências e emoções, a full time. Não se deixa de ser filho nem irmão, é para sempre e está sempre lá... mesmo quando nos irritamos com as pessoas que amamos, não temos opção senão continuar a amá-las porque não as podemos apagar ou substituir. E isto é o extremo oposto da postura do S com o romance: sem entrega, sem partilha, sem proximidade, sem convivência.

O amor da família não se escolhe, provavelmente é só por isso que algumas pessoas amam e são amadas, porque não podem fugir. O amor romântico envolve escolha, nós percebemos quando nos estamos a envolver e conseguimos evitar... talvez por isso algumas pessoas o evitem a vida toda, de forma voluntária ou involuntária.

Eu amo-me demais para me privar de uma vida em que não possa amar mais alguma coisa além de mim. Como já escrevi noutras bandas: "Um dia vais perceber que mais importante do que conquistar o mundo, é conquistar o amor de alguém disposto a conquistar o mundo contigo. O mundo por si só é um lugar solitário."

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vem-te (e não voltes!)

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Esta é a história do fim daquilo que podia ter sido uma relação, mas nem isso foi.

É impressionante como a nossa mente nos prega partidas. Pessoas que gostam de desafios e não aceitam perder, às vezes caem nestas armadilhas! Desde que me enrolei com ele, achei que me podia apaixonar - o que é raro - mas podia... até podia. Só que são precisos dois para dançar tango, e ele não caiu na ratoeira. Como não sou mulher de aceitar bem derrotas, decidi, de alguma forma, perder o meu tempo a fazê-lo apaixonar-se. Não aconteceu.

Esta é a história de como, depois de nos enrolarmos, decidimos ir às nossas vidas. É a história de como perdê-lo - aquilo que me pareceu um pesadelo no primeiro par de horas - se transformou no maior alívio que senti nos últimos meses!

Esta é a história de como a lógica vence qualquer partida mental que a carência possa pregar. E, no fim de contas, é a lógica que me diz que viver ao lado dele seria um inferno constante, por muitas razões, mas a maior é que ele não queria viver ao meu lado.

E sabem uma coisa? Dizem que se abre uma janela quando fechamos uma porta... eu já abri duas, e qualquer uma das vistas me parece mais alegre do que a que via da porta dele.

Ah, e pelo menos, desta vez dei a F*DA da despedida, e digo-vos, se eu andasse só atrás de um pedaço de carne, teria ficado com ele mais uns tempos! Mas isso é o que ele é. E eu não sou melhor nem pior, sou EU, e vou continuar a ser o que me apetecer, a apetece-me ser valorizada.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sexo e mais nada

Hoje falei com um amigo, daqueles que mesmo estando noutro país é e sempre será o homem mais próximo de mim, talvez o único que me entende verdadeiramente.
Contou-me as aventuras sexuais, sempre e só aventuras sexuais. Que eu também gosto de sexo, não é novidade, mas... e não há mais nada? Não falta nada? Ano após ano, de sexo sem "nada". Disse-me ele que as mulheres não querem amor, não querem romance, não se querem envolver. Agora, as mulheres são como os homens sempre foram.

Sempre fui defensora da igualdade entre os géneros, inclusive no que respeita a sexo, mas assusta-me que também as mulheres estejam a perder o romantismo. Este sexo vazio que mais parece uma masturbação assistida, sem intimidade, sem carinho, sem entrega, tem cada vez mais adeptos, profundamente solitários, que vivem para "o momento".

Muitas seriam as palavras que eu podia escrever sobre isto, mas vou apenas deixar o meu luto, porque dia após dia, tenho reparado que posso ter errado ao criar este blog. Já não sei se o romance está vivo. Parece-me que está a morrer um pouco mais a cada dia. Aqui fica o meu luto ao amor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O amor (nem sempre) acontece

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Acredito que toda a humanidade vive à procura e à espera do amor. Alguns fazem disso a prioridade máxima, outros focam-se noutras áreas, mas sem deixar morrer a esperança de O encontrar. Mas a vida é feita de esperas, como se nunca pudéssemos ter o que queremos, quando queremos. E vivemos à espera... das férias, daquela festa, da hora de ir para casa, do fim do mês, do amor.

Quase acreditamos que um dia, miraculosamente, o amor da nossa vida vai acordar e perceber que não pode viver sem nós. (Mas que p*ta de lamechice!) E nesse dia, tudo se vai justificar, e vamos perceber por que é que nunca deu certo com mais ninguém. E nem interessa quantas desilusões já tivemos, inevitavelmente sempre chega o dia em que o amor desperta e gera essa reviravolta na nossa vida.

E pronto, o amor acontece, mas não é tão óbvio como nós pensamos. Vêm as dúvidas, as incertezas, e os 7 biliões de possibilidades lá fora que nos fazem questionar todos os dias se o nosso amor é mesmo o melhor de todos. E será que é uma questão de tempo?

Eu nunca acreditei que fosse preciso esperar. Não importa o quão especial a pessoa é, como a convivência é agradável, como os momentos são únicos, como são sinceras as gargalhadas... porque quando não há o clique, o amor simplesmente não vai acontecer. Claro que ele cresce com as horas de partilha, as conversas intermináveis, as viagens... mas ele surge por si só. Existe ou não existe. E ele vem por aquilo que as pessoas são, pelo EU + ELE, que gera um NÓS tão incrível e poderoso que se torna capaz de alterar as leis do universo.

Cada vez mais apercebo-me que se vivem as relações como uma troca. "Eu trato-o bem, faço o que ele gosta, e ele faz o mesmo por mim". Isto não é amor, é uma troca de interesses! Eu não quero dar o melhor de mim em troca de ser amada, eu quero que me amem apesar de eu ser como sou. Quero que me arranquem sorrisos quando estou insuportável, que cuidem de mim quando estou doente, que me abracem quando estou nervosa e a deitar fogo pelos olhos. Não quero relacionamentos cheios de esperas, de vírgulas e de reticências, até estarmos prontos um para o outro. No amor, não há impedimentos, limitações ou esperas. Não se devia esperar dias de sol para passear de mãos dadas no parque, devia viver-se no imediato, porque a vida é curta e o amor é espontâneo.

Amor é amor, sem contrapartidas, sem pressas, sem pressões. Amor é a escolha e a vontade de estar com alguém simplesmente porque sim, e apesar de todos os senãos. Amor é ter a coragem de aceitar e respeitar o clique, e tomar a liberdade de ser quem se é, sem esperas, sem pausas, sem medos.

sábado, 21 de abril de 2012

Casamento em Paris (uma história de amor com tudo... menos amor)

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Esta não é uma história feliz.

Apaixonei-me por Paris ainda antes de lá ter ido. Quando fui pela primeira vez, apaixonei-me de novo, e sempre que lá regresso, o sentimento renova-se. Tenho um fascínio especial por grandes cidades, desde a arquitectura às pessoas, e Paris... Paris é a cidade romântica, sofisticada, a cidade da arte e dos artistas, a cidade da luz e dos iluminados. Mas o que gosto mais em Paris, é que em nenhuma outra cidade do mundo me sinto tão em casa.

Conheci numa viagem um jovem engenheiro que lá vive. Fomos jantar, bebemos um bom vinho e acabamos por cair nos braços um do outro.

E muito haveria para contar se os meus sentimentos fossem equivalentes aos dele, mas nunca me consegui apaixonar. Falávamos diariamente pela Internet e encontrávamo-nos em viagens, mas em mim faltava sempre alguma coisa.

Na minha última estadia em Paris, e apenas após 3 meses de "relacionamento" (nem sei que nome dar ao que tivemos) ele pediu-me em casamento.

Ele tem um nível de vida muito, muito superior ao meu... É rico, muito rico! E estava disposto a proporcionar-me uma vida de rainha, na cidade dos meus sonhos. Foi nesse dia que percebi que prefiro ser uma plebeia apaixonada do que uma rainha sem amor.

E assim vos escreve a Solteira.

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