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sábado, 9 de junho de 2012

Intimidade

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Há coisas que simplesmente não conseguimos controlar: a intimidade é uma delas. Não vale a pena ter companhia para o cinema, mensagens de bom dia ou alguém a quem oferecer presentes no Dia dos Namorados se não houver mais do que isso.

Começo a acreditar que as pessoas que andam à procura do amor (que, no fundo, somos todos) andam a procurar da forma errada. Talvez devêssemos procurar a intimidade - aquela coisa indescritível de dividir vontades e revelar os segredos mais ocultos, aquelas coisas que não se contaria para ninguém - e ser capazes de abrir o íntimo ao outro (mesmo os lados mais obscuros).

Mas onde é que se encontram e como se criam estes íntimos? Pois... não se encontram nem se criam! Não adianta forçar intimidade com quem ela simplesmente não existe. Nem adianta dizer que se tem amigos íntimos se, em madrugadas de desespero ou insanidades não temos a quem ligar. Os íntimos são os que ligam no meio da noite para desabafar as dores do mundo no meio do sono dos outros, e não faz mal, porque são íntimos.

E a intimidade não tem a ver com sexo, nem com a capacidade de estar nu perante o outro. Não tem a ver com tempo e, quando existe, não deixa dúvidas. Intimidade é aquilo que nos permite deitar as máscaras fora e ser quem somos. Sorte daqueles que conseguem encontrar os seus íntimos.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Os segredos do amor - a pergunta mais idiota de sempre

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Hoje perguntaram-me qual o segredo do amor. Eu quero lá saber do segredo do amor. Para mim, é simples: acontece ou não acontece, e se acontecer eu sei, eu sinto, e não há espaço para dúvidas.

Se me perguntarem os segredos das relações (duradouras), aí o caso assume outras proporções. De facto, acredito que o amor nem sequer é o factor mais determinante numa relação duradoura, e passo a explicar. Há muitos casais que se amam e simplesmente não se entendem, não funcionam na convivência. Partilhar uma casa e uma vida com alguém exige empatia, compatibilidade e cumplicidade a todos os níveis da vida. Quem é que quer viver o resto da vida a discutir sobre quem lava a loiça, que se mexe mais na cama e impede o outro e de dormir, ou quem tem mais "dores de cabeça" na hora do sexo?!

Amar é fácil, natural e espontâneo, mas conciliar feitios, modos de vida e objectivos está muito para além do amor. O que importa numa relação duradoura é a parte prática da convivência, e não as teorias baratas que encontramos nos livros sobre O AMOR.

A capacidade de negociar, ajustar expectativas, fazer jogos de cintura, continuar a preservar a personalidade individual, ser feliz e fazer feliz quem está ao nosso lado é que dita o sucesso ou fracasso de uma relação, e não a "quantidade de amor". Mas isto é a minha opinião, e estou receptiva e ansiosa por conhecer as vossas.


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